Cruzeiro continua impossível e Santos ganha na medida

Antero Greco

28 de abril de 2011 | 00h30

O Cruzeiro está para a edição deste ano da Taça Libertadores como o Barcelona para a Copa dos Campeões da Europa. Ambos têm sobrado nas respectivas competições continentais e merecem pensar alto. O time espanhol está bem próximo da final – de mais uma decisão – com os 2 a 0 no Real Madrid. O brasileiro deu passe importante para as quartas, ao fazer 2 a 1 no Once Caldas, na Colômbia, e de novo com autoridade.

Não foi jogo fácil para o Cruzeiro, que teve trabalho extra, ao contrário de algumas partidas da fase de grupos. Mesmo assim, do começo ao fim, a equipe de Cuca teve o controle, não se sentiu ameaçado pelos donos da casa. O Once Caldas teve como mérito boa marcação; em compensação, não foi grande coisa no ataque: exceto uma bola na trave e uma defesa de Fábio, no primeiro tempo, só chegou no momento de seu gol.

O Cruzeiro, com paciência, construiu mais um resultado importante. Gostei do comportamento da defesa, o meio-campo esteve um pouco abaixo do alto nível de eficiência (Roger foi substituído por Everton no intervalo) e o ataque se virou bem, com Wallyson e sobretudo com Ortigoza, que entrou no lugar de Brandão na etapa final e participou dos dois gols: no primeiro, fez a assistência para Wallyson. No segundo, completou passe de Montillo. Mais um desafio do Cruzeiro cumprido com louvor. Só não tirou 10, porque Nuñez diminuiu aos 43 minutos.

O Santos não decepcionou com 1 a 0 sobre o América, na Vila Belmiro. Nem poderia, porque não faz sentido falar em vitória desalentadora… Mas poderia ter ficado em situação mais confortável, se tivesse aproveitado algumas das chances (não muitas) que criou para aumentar a diferença. De qualquer forma, vai com vantagem para o duelo de volta, na semana que vem, no México. Deve preparar-se para o sufoco.

Sufoco que o América até ensaiou dar, com uma postura firme, embora sem apelar para retranca indisfarçável. Os mexicanos não se atreveram a ir para cima do Santos, exceto em contra-ataques. Rafael fez uma defesa mais complicada. O Santos, com força máxima, só abriu o placar (e garantiu a vitória), com chute de Ganso, de fora da área, aos 38 do primeiro tempo. Na segunda etapa, o América tratou de se segurar como pôde, na esperança de tirar essa desvantagem em Querétaro. Estratégia discutível, mas não insana.

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