Cruzeiro embala e o Vasco afunda

Antero Greco

13 de junho de 2015 | 23h52

O estádio de São Januário foi palco, na noite deste sábado, de encontro de dois times tradicionais que vivem situação oposta. O Vasco, dono da casa, continua sem rumo no Brasileiro; ou melhor, do jeito que está o caminho indica outra vez a Segunda Divisão. De outro, o bicampeão Cruzeiro de volta aos trilhos, depois de péssima largada. Resultado da desigualdade: 3 a 1 para a Raposa.

O Vasco já vive dilema de time desesperado e entra em campo pressionado, assustado. Não é para menos; antes do clássico deste sábado, acumulava três empates e três derrotas. Por isso, Doriva optou por estilo agressivo desde o início. E quase se deu bem, pois Biancucci e Gilberto tiveram oportunidade de incomodar o goleiro Fábio. Animador o começo da partida, dava a impressão de que finalmente surgiria a primeira vitória no retorno à Série A.

A esperança passou a virar fumaça aos 39 minutos, com o gol de Leandro Damião. Impressionante o impacto que o lance teve nos dois times. O Vasco se apavorou, acelerou o passo porém sem coordenação, na base do abafa.

O Cruzeiro, ao contrário, se encheu de confiança e daí em diante se sentiu à vontade. Tanto que fez o segundo com Charles aos 13 da etapa final e botou o rival a nocaute com Leandro Damião outra vez, que fazia tempo amargava jejum. Rodrigo, aos 42, fez o gol de honra do Vasco, sem estímulo nem pra comemorar.

O retrospecto vascaíno é triste; mais desconcertante é ver elenco fraco, de quem no máximo vai ser coadjuvante, desde que não caia. Outra interrogação é Doriva. Até quando aguentará o rojão, ou até em que ponto o presidente do clube vai segurá-lo.

O Cruzeiro baixou a poeira, alguns jogadores voltam a produzir bem, o jovem Allano ganha espaço. E Vanderlei Luxemburgo soma a terceira vitória em três jogos. O futebol tem dessas ironias: o pofexô saiu escorraçado do Flamengo e entrou com tudo no Cruzeiro.