Cruzeiro enfim põe as mangas de fora

Antero Greco

09 de abril de 2015 | 02h57

As duas primeiras apresentações do Cruzeiro na Libertadores foram preocupantes. Empates sem futebol convincente, num gupo fácil e no qual o desgaste maior fica para as viagens. Já no duelo com o Mineros, na Venezuela, veio a primeira vitória e a sensação de que o time iria deslanchar. Voltam os venezuelanos e o bicampeão brasileiro não perdoa: faz 3 a 0, na noite desta quarta-feira, no Mineirão. Está na frente na chave e a um passo da classificação.

Alguém pode alegar que o Mineros é fraco de dar. É, mas e daí? Se está na competição, precisa ser batido. Caso contrário, complica quem perder pontos para ele. Desse mal o Cruzeiro não sofreu e por isso saltou à frente. Além de engordar a pontuação, deu moral para Marcelo Oliveira e rapaziada. Aumentou a autoconfiança.

E é justamente disso que o Cruzeiro carecia, após a largada pouco animadora. No caso do jogo  deste meio de semana, não deixou nem mesmo a zebra se engraçar. Com menos de 15 minutos, fez 2 a 0, com gols bonitos de De Arrascaeta e Leandro Damião – que, a cada gol, provoca calafrios na Vila Belmiro. No mais, foi só manter o ritmo, o controle e fechar o placar no segundo tempo, com o gol de Henrique.

O pior ainda está por vir, a partir das fases de eliminação direta. Por isso, Marcelo corre para ajustar a equipe, alterada em relação à campanha impecável no Brasileiro do ano passado. O bacana é que o Cruzeiro coloca as manguinhas de fora, como se espera de um time de qualidade.