Cruzeiro insiste e erra. O Furacão resiste e acerta

Antero Greco

11 de julho de 2016 | 22h12

Você já ouviu milhares de vezes a frase “Quem não faz, toma”. É daquelas verdades eternas do futebol. Um clássico, que aparece a todo momento.

Deu o ar da desgraça na noite desta segunda-feira, num Mineirão tomado por mais de 32 mil torcedores. E caiu sobre o Cruzeiro, time da casa, que dominou o Atlético-PR no primeiro tempo, criou chances, chutou um monte de vezes, sem que a bola fosse para o gol.

Na segunda, baixou a guarda, deixou a defesa escancarada, e pagou o preço por isso: levou três gols, ganhou vaias da torcida e continua em fase complicada. Por ora, tem 15 pontos e ronda a zona de rebaixamento. O time paranaense, com 23, alcançou o Flamengo e o desbancou na quarta colocação. Reação estupenda.

O Cruzeiro mostrou Rafael Sobis como nova alternativa para a criação e as finalizações. Começou mais à frente, com De Arrascaeta e Willian. O trio era a aposta de Paulo Bento para infernizar o Atlético. Além disso, contou com Henrique e Robinho no meio. Uma escalação com jeito ousado. De fato, as jogadas surgiram, os arremates também. E vários pararam nas mãos de Weverton, um dos destaques do jogo. Mas, ok, o Cruzeiro foi para o intervalo com a sensação de que seria possível garantir três pontos.

Enganou-se. No retorno da pausa para a água e as orientações de praxe, o Furacão mostrou-se mais ligado, aceso e rápido. Tanto que atraiu o Cruzeiro para o próprio campo e se lançou em contragolpes. No primeiro, a arbitragem anulou chance clara de gol, ao marcar erradamente impedimento. Mas aquilo era só o tira-gosto. Numa jogada veloz, a bola veio chutada por Weverton e, em dois toques, chegou para Pablo mandar para as redes.

A vantagem do Atlético desconjuntou o Cruzeiro, que se abriu e levou outros dois, ambos marcados por André Lima. Depois do primeiro gol, na verdade, a equipe mineira perdeu o rumo, não acertou mais passes (com exceção de uma finalização impedida que Weverton defendeu) e ouviu xingamentos da torcida.

Sei lá, do jeito que é nosso futebol, o português Paulo Bento pode sentir-se na frigideira, a ser frito em fogo lento…

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