Cruzeiro irreconhecível

Antero Greco

14 de abril de 2015 | 22h37

O Cruzeiro vinha numa escalada boa na Libertadores. Depois de dois empates sem gols, acumulou duas vitórias. Um terceiro empate, na noite desta terça-feira, diante do Huracán, na Argentina, o deixaria bem perto da classificação para a próxima fase. No entanto, o bicampeão brasileiro volta para casa com 3 a 1 nas costas e a pior apresentação do ano. Por sorte, decidirá o futuro em casa, na semana que vem, contra o Universitário Sucre, agora novo líder da chave, com 9 pontos.

O Cruzeiro foi desconcertado, perdido, sem forças. Marcelo Oliveira armou esquema para segurar a igualdade e também para não desgastar demais o time, que no domingo teve duelo com o Atlético pelas semifinal do Campeonato Mineiro. A rigor, colocou Leandro Damião à frente e tratou de reforçar o meio-campo e a defesa.

Tiro pela culatra. A marcação não encaixou, o Huracán foi rápido em contragolpes e liquidou o jogo com dois gols de Ábila, aos 14 (impedido) e aos 25 minutos do primeiro tempo. A desvantagem atordoou o Cruzeiro, que arriscou abrir-se, ir ao ataque, mas sem sucesso. Henrique, De Arrascaeta, Willians não estavam em boa noite. Atrás, Paulo André foi um caminho generoso para os argentinos.

O início do segundo tempo deu a impressão de que a sorte poderia virar. O Cruzeiro foi mais ágil, diminuiu a diferença com pênalti sofrido e cobrado por Leandro Damião. Mas a casa ruiu de vez logo em seguida com o último gol, marcado por Mancinelli.

Pior: os donos da casa continuaram a pressionar, perceberam as avenidas que havia no setor defensivo do Cruzeiro e estiveram perto de aumentar a diferença. O Cruzeiro se safou de surra maior. Para complicar, tem o desgaste adicional de novo clássico com o Galo no domingo. Desde que não consiga trazer o jogo para sábado.

Serão dias de apreensão para o torcedor cruzeirense.