Cruzeiro lava a alma

Antero Greco

14 de abril de 2011 | 00h17

Um, dois, três, o Estudiantes é freguês. O refrão popular caiu como uma luva para o que o time brasileiro fez com o rival argentino na noite desta quarta-feira, em La Plata. No segundo duelo entre ambos, nesta fase de classificação, a moçada de Cuca fez 3 a 0 e consolidou a condição de melhor time da competição. São cinco vitórias, um empate, 20 gols a favor e só um contra. Daqui até a final, faz sempre a segunda partida em casa.

O Cruzeiro lavou a alma diante de seu algoz na decisão de dois anos atrás. No primeiro confronto, logo na rodada de estréia, havia lascado 5 a 0, em Sete Lagoas. No jogo de volta, contava com a possibilidade até de empate, o que não seria mau negócio. Mas foi além, com outra vitória, que é para mostrar quem dá as cartas neste momento.

Justiça seja feita, o Estudiantes tentou complicar a vida do Cruzeiro. Logo de cara, esboçou pressão, marcou forte e chegou perto do gol de Fábio. Pura ilusão. Com 10 minutos, o Palestra mineiro ficou em vantagem com Thiago Ribeiro. Foi o suficiente para mexer com os nervos dos anfitriões, que passou a errar passes e a dar espaços.

Sabe o resultado? O segundo do Cruzeiro, aos 46 minutos, com Wallyson. O Estudiantes foi para o intervalo grogue. Jogou a toalha definitivamente aos 37 da etapa final, com o golaço de Gilberto. Ainda bem que choveu, porque assim esfriou a cabeça. Agora, trata de recomeçar a vida na fase de mata-mata.

Escrevi logo cedo que era Cruzeiro desde criancinha contra o Estudiantes. E, nessa condição, acompanhei com alegria o desempenho do melhor brasileiro, do time mais eficiente na primeira parte da Libertadores. Que continue assim até fazer a festa do título. Imaginou se pegar o Estudiantes e sapecar mais duas “bistecadas”, como se falava no Bom Retiro velho de guerra? Será uma farra.

Tudo o que sabemos sobre:

CruzeiroEstudiantesTaça Libertadores

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.