De empate em empate, Corinthians perde fôlego

Antero Greco

09 de setembro de 2013 | 00h22

O Corinthians raramente leva gols. Até agora, foram 8, o que dá média baixíssima. O sistema defensivo é dos mais consistentes do futebol brasileiro – e já faz algum tempo. Motivo para alegria? Sim, mas até certo ponto. A contrapartida está no ataque: 19 gols em 19 rodadas, um dos índices mais fracos da elite.

Sabe no que resultam os números? Em poucas derrotas (3) e muitos empates (9). As vitórias são 7. A turma de Tite é campeã de empates (ao lado do Inter). E isso explica porque está a 10 pontos de distância do Cruzeiro (40 a 30). Trocando em miúdos: não adianta nada ter barreira atrás se o ataque não funciona. Não vai pra lugar nenhum.

O desafio para Tite consiste, a partir do returno, em tirar o Corinthians do marasmo. Pelo menos se quiser brigar pelo hexacampeonato e não se contentar apenas com vaga para a próxima Libertadores. A equipe não é carta fora do baralho na corrida pelo topo, porque ainda há 57 pontos em disputa. Mas está claro que precisa mudar de estratégia.

A economia de gols tem sido danosa, como sobressaiu no empate por 0 a 0 com o lanterna Náutico, na tarde deste domingo, no Pacaembu. A equipe paulista não criou uma situação de gol, no primeiro tempo, e tentou recuperar terreno perdido na etapa final.

Bateu angústia tão grande que, a partir de determinado momento, Paulo André deixou de ser zagueiro e virou atacante, para compensar a ausência de quem empurre a bola pra dentro do gol adversário. Não deu certo – e o time ouviu algumas vaias ao fim do jogo.

O torcedor reclamou porque desperdiçar pontos contra quem está no fundo do poço é a receita para ficar sem a taça. A lição clássica é simples: ganhar dos fracos, dentro e fora de casa. Pois esses são o fiel da balança na hora da definição. E a balança corintiana está muito descompensada.

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