De empate em empate, o Palmeiras perde fôlego

Antero Greco

08 de setembro de 2011 | 02h04

O Palmeiras é um dos times que menos perderam no Brasileiro – 4 vezes apenas em 22 rodadas, contra 3 do Flamengo. Em contrapartida, é o que mais empatou – foram 10. Por isso, com 34 pontos está em sétimo lugar na classificação, neste momento a oito do líder São Paulo. Na teoria, não está fora da briga pelo título. Na prática, tem feito tudo nesse sentido.

E o fez mais uma vez, no empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, na noite desta quarta-feira, em Curitiba. O time de Luiz Felipe Scolari de novo não soube vencer, nem tirou vantagem do fato de ficar em dois momentos na frente e, desde os minutos finais da etapa inicial, com um jogador a mais, após a expulsão de Cleber Santana.

Para variar, o Palmeiras combateu, mas teve criatividade perto de zero. Viveu, como tem ocorrido há mais de um ano, das bolas lançadas por Marcos Assunção em cobranças de falta e escanteio. É pouco, muito pouco, para uma equipe com pretensões mais atrevidas. É monótono, previsível e enfadonho esse comportamento palestrino. Exibições com a da vitória sobre o Corinthians, três rodadas atrás, são raras. No dérbi, foi um time impecável, na marcação, na armação e no ataque. Para em seguida, voltar ao marasmo.

Foi assim contra o Furacão que passa um período de baixa, mais para brisa. O primeiro gol do Palmeiras até que não seguiu o script habitual, mas teve passe de Marcos Assunção e cruzamento de Kleber que Henrique desviou para o gol. Em vez de impor-se, o time paulista patinou literalmente no gramado escorregadio e levou o empate com Guerron, de cabeça, ao aproveitar escanteio de Marcinho que desviou na cabeça de Marcos Assunção. Pouco depois, Cleber Santana levou o segundo amarelo e o vermelho.

No segundo tempo, nova vantagem palmeirense, com Fernandão aproveitando rebote em cobrança de falta. Quando parecia que se encaminhava para a vitória, cedeu empate, em pênalti tolo cometido por Marcos que Marcinho converteu. Daí até o final foi pressão desordenada do Palmeiras e o Atlético a defender-se como possível. Em jogo tenso, cheio de faltas e cartões amarelos (10), e com resultado ruim para ambos.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.