Decepção corintiana

Antero Greco

22 de fevereiro de 2015 | 20h14

Não sou contra time misto ou cheio de reservas em determinadas ocasiões. Tite fez bem ao dar descanso para a maioria dos titulares do Corinthians na visita ao Ituano, neste domingo. Não fazia sentido forçar a barra de quem teve esforço extra diante do São Paulo pela Libertadores. E o time escalado até que era bem interessante. Na teoria.

Na prática, foi uma decepção. O Corinthians fez jogo abaixo da média, sem inspiração, sem ousadia, nem mesmo com a pegada de apresentações anteriores. Vários jogadores que tiveram oportunidade de aparecer ficaram a dever. Casos de Petros e Malcom, para citar exemplos de quem pede para ser mais bem aproveitado.

O Corinthians até teve posse de bola, trocou passes com insistência, porém sem envolver o Ituano. Não era aquele toca pra lá e pra cá que deixa o adversário grogue até levar o golpe. Era sem graça mesmo. Vá lá que o calor estava de amargar. Nem isso, porém, justifica a lentidão. Parecia quase má vontade.

Ainda assim, com custo, veio a vantagem, no pênalti cobrado por Cristian. Alegria que durou até Jheimy empatar. Uma arrancada isolada, uma tentativa individual e não passou disso.

Ainda bem que esse não tem sido o Corinthians da Libertadores. Nem o de rodadas anteriores do Paulista em que estava com aproveitamento total.

 

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