Decepção do Galo

Antero Greco

25 de fevereiro de 2015 | 23h00

Botava fé tremenda na recuperação do Atlético-MG, depois da estreia com derrota na Libertadores. Assim como os torcedores, no fim me decepcionei com a atuação da rapaziada de Levir Culpi diante do Atlas, na noite desta quarta-feira, no Independência. Não só por uma derrapada – 0 a 1, poucos minutos antes do encerramento –, sobretudo pelo futebol pouco convincente. A pressão nas quatro partidas restantes será imensa.

Levir colocou o time para encurralar os mexicanos, mesmo com várias baixas (Marcos Rocha, Jô, Lucas Pratto). Adiantou marcação no meio, tentou jogar pelas pontas, e nada saiu certo. Ao contrário, em menos de dez minutos foi o Atlas quem assustou, com duas arrancadas em contra-ataque. O Galo conseguiu equilibrar e até que terminou o primeiro tempo com mais posse de bola e presença no ataque. Só presença, porque chances extraordinárias foram raras.

O assombro veio em seguida. O time brasileiro caiu muito na etapa final. Deu bobeira geral, e nada passou a funcionar. Ok, que teve espírito de luta. Mas nem sempre isso é fundamental para ganhar um jogo. É preciso jogar bola também, e foi o que o Atlético ficou a dever. Levir mexeu, colocou Cárdenas e Dodô (Maicosuel esteve péssimo), sem efeito.

O Atlas percebeu que o negócio era deixar o tempo passar, apostou nisso e se deu bem. Aproveitou o nervosismo, à medida que o cronômetro marcava o fim e passou a acelerar nas roubadas de bola. Numa dessas, com uma linha de impedimento tosca, o Galo permitiu que Suárez pegasse a bola livre para marcar o gol decisivo.

A Libertadores não acabou para o Galo. Ainda. Só que a margem de erros diminuiu imensamente. Agora, além de muito futebol terá de ter autocontrole excepcional.