Dérbi de ouro

Antero Greco

06 de setembro de 2015 | 18h32

Fazia tempo que não via um Palmeiras x Corinthians tão espetacular quanto o deste domingo no Allianz Parque. Futebol rápido, muitos gols, defesas magníficas dos goleiros, poucas interrupções, zero polêmica. O resultado de 3 a 3 ficou à altura da história da rivalidade dessas duas equipes.

O primeiro tempo foi antológico, com cinco gols e alternância emocionante no placar. O Palmeiras fez 1 a 0 (Lucas), o Corinthians empatou (Arana). O Palestra fez o segundo (Robinho) e os alvinegros alcançaram, de novo (Amaral, contra). E a turma da casa ainda fez o terceiro, antes do intervalo, com Dudu. Prass, de um lado, Cássio, de outro, evitaram outros gols.

Houve equilíbrio, na primeira metade, embora o Palmeiras tenha chutado mais a gol. Valeu-se sobretudo de jogadas pela direita, com descidas de Lucas e movimentação intensa de Dudu e Robinho. O Corinthians viu espaço para manobras diminuir, mas foi eficiente no ataque. Nas arquibancadas, público com o coração na mão.

O Palmeiras esteve melhor no segundo tempo. Assim como havia feito na etapa inicial, tomou a iniciativa do ataque, tentou empurrar o Corinthians para o próprio campo, criou chance para definir o placar (Zé Roberto teve a melhor). O líder não perdeu a cabeça, aguentou o tranco e, na reta decisiva da partida, fechou a conta, com Vagner Love.

Jogo lindo, mas que expôs problemas dos dois lados em bolas altas. As duas zagas pecam na marcação dentro da área, e não é de agora. Em compensação, o clássico também mostrou um Palmeiras mais ativo do que em rodadas anteriores e um Corinthians que sabe o que pretende, tem jogadas ensaiadas nas bolas paradas a favor e sobretudo esbanja maturidade.

O empate de certa forma reabriu a disputa pelo título do campeonato Brasileiro. O Corinthians mantém a vantagem, agora com 50 pontos, contra 45 do Atlético e 44 do Grêmio, adversário que recebe no meio da semana em Itaquera. O Palmeiras tem 35 e permanece fora do G-4.

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