Desta vez o Corinthians arranca empate suado… suado…

Antero Greco

16 de fevereiro de 2012 | 01h35

Quem me acompanha aqui, no Estadão e na ESPN, sabe que não gosto dessa conversa de que “para o Corinthians tudo é mais difícil”. Já expliquei por que esse lugar-comum não tem mais muito sentido: pelos títulos conquistados nos últimos anos, pelo crescimento contínuo, pelo estádio em construção e etc e tal. Sofrimento, portanto, é para times perdedores, para aqueles que não passam de coadjuvantes, o que não é o caso do campeão brasileiro.

Mas nesta quarta-feira o corintiano precisou ficar com o coração na mão até o último lance do jogo com o Táchira para respirar aliviado. Só quando Alex levantou a bola e Ralf desviou para empatar, aos 48 minutos do segundo tempo, o time ficou livre de estrear com derrota na Libertadores de 2012 e seguir caminho idêntico ao de Santos e Vasco. Com 1 a 1 na bagagem, a volta para São Paulo será em ritmo de carnaval.

O Corinthians começou melhor do que o rival venezuelano, acelerou o ritmo, mas não teve sequência. Brecou logo. E ainda levou um susto com o gol de Herrera, aos 20 minutos, ao aproveitar cobrança de… lateral. Chicão e Júlio César se confundiram no lance. O Táchira empolgou-se, pero no mucho, e percebeu que o melhor era controlar o jogo e ver se conseguia pregar uma peça logo de cara.

Quase conseguiu, na etapa final. Chegou a fazer o segundo gol, com Chouro, mas a arbitragem anulou. Lance duvidoso, que desencadeou protestos dentro e fora de campo. Tite mexeu no time, mas sem muito atrevimento: tirou Emerson e Liedson, que não estiveram bem, e colocou Alex e Elton. Não fez muita diferença. Mais tarde, mandou Jorge Henrique para o banco e pôs William.

Chances de gol? Poucas. O Corinthians foi à frente como pôde, sem envolver o Táchira. Tudo parecia perdido, quando houve falta salvadora e bem cobrada por Alex. O empate fora de casa não é ruim, de forma alguma. O futebol alvinegro, no entanto, não empolgou. Valeu pela emoção derradeira, mas é bom não vacilar em casa.

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