Deu a lógica no dérbi

Antero Greco

08 de fevereiro de 2015 | 20h55

Alguém acha estranho o Corinthians ter batido o Palmeiras na tarde deste domingo? Eu, não. O 1 a 0 não teve nada de incomum; ao contrário, foi normal e dentro da história do confronto até pelas circunstâncias atuais. As duas equipes se encontram em estágios diferentes, de preparação e sobretudo de conjunto.

O Palmeiras se reestrutura, com a batelada de gente que acaba de chegar. O Corinthians está mais inteiro, sofreu menos intervenções, tem estrutura montada há bom tempo – diria desde a passagem anterior de Tite. O técnico que retornou pegou o trabalho que havia iniciado e que continuou com Mano Menezes. Agora, dá retoques.

A diferença entre os rivais ficou clara com a bola em jogo. O Palmeiras tratou de superar com empenho a frágil estrutura. O Corinthians, ao contrário, teve consciência do que queria e soube atingir o objetivo com sabedoria.

O dérbi foi equilibrado até o momento do gol, numa bobeada antológica de Victor Hugo, na esperteza de Petros ao roubar a bola e na categoria de Danilo para interpretar o lance e aparecer sozinho para o toque final. Depois disso, os palmeirenses se perderam, se incomodaram com a necessidade ao menos do empate. Os corintianos tiveram classe para gastar o tempo. Quer dizer, Cássio exagerou e tomou vermelho de graça.

Muita coisa vai rolar, mas dá para fazer uma pincelada dos times. O Palmeiras não tem defesa ruim, mas carece de proteção. O meio oscila demais e pode melhorar com Arouca, Valdivia (quando?) e Cleiton Xavier. O ataque, idem. Mas… Maikon Leite não é sinônimo de qualidade.

O Corinthians tem retaguarda segura, o meio pode crescer (com a vantagem extra de contar com Danilo como opção de luxo) e no ataque Guerrero contará com a sombra de Vagner Love.

Ok, nenhum dos times está pronto, e é bom insistir neste aspecto. Conhecendo ambos, não exagero em dizer que logo começará pressão sobre Osvaldo de Oliveira, ao contrário de Tite, que retornou para cair novamente nas graças da torcida.

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