Deu a louca no Vasco: 18 gols em três jogos

Antero Greco

24 de fevereiro de 2011 | 02h01

Até dias atrás, o Vasco era o adversário preferido no Estadual do Rio. Apanhava quieto e não incomodava ninguém. Sobrou só para o técnico PC Gusmão e para Carlos Alberto. Quando parecia que ia pro buraco, deu um basta e desandou a fazer gols: começou com os 3 a 0 no Americano, depois os 9 a 0 no América e agora os 6 a 1 no Comercial do Mato Grosso do Sul.

De múltiplo de três em múltiplo de três, o time dirigido por Ricardo Gomes se ajeita – ou, no mínimo, recupera a confiança, o que já é bastante. Os três rivais que surrou são tecnicamente indigentes, mas não se pode negar evolução. Nas primeiras apresentações do ano, mesmo diante de times mais fracos, só decepcionou sua torcida e fez acender o sinal vermelho. Agora, iniciou a reação, aliás prevista por PC ao limpar seu armário em São Januário.

Alguns aspectos me chamaram a atenção, sobretudo no jogo desta quarta-feira, na estreia na Copa do Brasil. Um deles: houve muito jogo pelas laterais do campo, com descidas constantes de Fagner e Ramon (depois Márcio Careca), e boa movimentação no meio-campo. Felipe, reaproveitado, ainda está aquém dos demais. Tanto que foi substituído por Bernardo no segundo tempo.

Outro ponto positivo: muitos jogadores estão fazendo gols. Ou seja, o time não fica na dependência de um goleador, o que acho ótimo. Marcel fez 4 dos 18 gols recentes, enquanto Jefferson acumula 3, Enrico e Ramon 2 cada um. Outros sete jogadores também foram às redes: Dedé, Caíque, Fagner, Felipe, Éder Luís, Fellipe Bastos e Rômulo. Sinal de que o time se mexe. E precisava mesmo se sacudir.

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