Devagar, sem pressa, surge o novo Palmeiras

Antero Greco

11 de fevereiro de 2015 | 22h50

O Palmeiras disputou quatro jogos no Paulistão – por incrível coincidência todos em casa, seja como mandante ou como visitante. E, depois de duas derrotas seguidas por 1 a 0 (Ponte e Corinthians), voltou a vencer. Na noite desta quarta-feira, fez 3 a 0 no Rio Claro, sem grandes sustos. E também sem desempenho impecável.

O importante, no caso, não foi o resultado positivo – afinal, era obrigação a rapaziada de Oswaldo de Oliveira impor-se no seu campo. Interessava mais ver se o time toma forma, se tem um perfil delineado, já que foi a quarta escalação diferente. E, pelo jeito, surge o Palestra para a temporada 2015.

Sem pressa, com calma, e aos poucos. A defesa aparentemente está delineada, com Prass, Lucas, Tóbio, Vítor Hugo e Zé Roberto (bem e ainda marcou pela primeira vez para o Palmeiras). Não tomou sufoco, embora em dois lances semelhantes ao de Vítor Hugo no domingo – bola mal atrasada para Prass – quase o Rio Claro marca.

A questão é do meio para a frente, setores em que a concorrência e a oferta são abundantes. Percebe-se que o treinador testa, observa, compõe, em busca do ideal. Sem contar que ainda não estrearam Arouca, Cleiton Xavier. Ah, sim, claro, e tem o mago Valdivia a preparar-se… Haverá mudanças.

Desta vez, Gabriel, Robinho, Allione, Dudu e Alan Patrick foram bem, com algumas oscilações. Robinho ajudou mais na marcação, Allione voltou a movimentar-se bem, Dudu ainda se mostra preso e Alan Patrick se soltou. Cristaldo, no ataque, abriu o marcador, brigou, mas é inconstante.

Nas alterações da etapa final, quem entrou muito bem foi Rafael Marques, no lugar de Allione. Ele deu velocidade ao meio, tratou de tabelar e foi premiado com um belo gol, o terceiro, em jogada que havia iniciado.

Na hora em que as peças se encaixarem, deve dar samba.

 

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