Dia de palmeirense mostrar confiança

Antero Greco

06 de abril de 2016 | 00h12

O Palmeiras não é conhecido como Clube da Fé. Esse epíteto é do São Paulo. A torcida também não costuma cantar “Eu acredito”. Tal coro é da massa do Galo.

Mas, com licença poética dos dois rivais, os palestrinos podem tomar emprestado os motes. Ao menos para o jogo desta quarta-feira com o Rosario. O duelo, na Argentina, é decisivo para o futuro alviverde na Libertadores. Vitória é o caminho da salvação. Empate significa um pé e meio fora. Derrota representa desclassificação sem dó.

Os palmeirenses, sejam jogadores, comissão técnica ou fãs, precisam tomar como parâmetro o clássico com o Corinthians. No domingo, a equipe deles era quase azarão diante do líder do Paulista e campeão brasileiro. No entanto, não só jogou de igual para igual, como foi melhor, criou mais chances e ganhou de forma memorável, com 1 a 0 depois de Prass defender pênalti.

O modelo para Cuca e rapaziada tem de ser o desempenho do final de semana no Pacaembu. Aquele é o Palmeiras que pode surpreender qualquer adversário, superar desafios e consolidar prognósticos de início de ano que o davam como concorrente forte nos torneios de que participasse. Não o time débil, apático, sonso das três derrotas seguidas no Estadual.

Cuca não terá Dudu, contundido, e Arouca, esgotado. Ambos tiveram participação importante contra os corintianos. Nem por isso se deve teme enfraquecimento. Basta repetir a escalação, quem sabe com Mateus Sales ou Thiago Santos no meio, na marcação, no lugar de Arouca. Os demais podem ser os mesmos do dérbi, numa distribuição que funcionou muito bem. Prass na liderança, no gol; Lucas, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio na retaguarda; Gabriel como cão de guarda, com Thiago Santos/Mateus Sales, Robinho e Zé Roberto a compor o meio. Gabriel Jesus e Alecsandro na frente.

Deu certo uma vez, por que não pode repetir-se a façanha? É só encarar o Rosario como se fosse o Corinthians e jogar com garra igual.

O momento de firma a reviravolta é este. Ou dizer adeus à Libertadores.

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