Dias nobres no Palmeiras. Mas amanhã, depois de amanhã…

Antero Greco

17 de março de 2013 | 22h58

O discurso da nova diretoria do Palmeiras é legalzinho. Fala em modernidade, profissionalização em todos os níveis, sisudez com as receitas e as despesas. O clube precisa de renovação e saúde financeira. Caso contrário, afunda.

Mas a conversa é mais contida ainda ao se abordar o time. Sim, o time de futebol,  detalhezinho aparentemente tão prosaico. Isso o torcedor quer saber a respeito de equipe forte, competitiva, boa o suficiente para fazer com que ele volte a sentir orgulho e tenha esperança de grandes conquistas. Como sempre foi a vocação palestrina.

Como é que é? Ah, haverá novamente um esquadrão, só que não agora? O momento é de ajeitar a casa, cuidar da instituição e montar o elenco com o que for possível? Entendo, entendo. Com a queda para a Segunda Divisão houve impacto negativo, talvez as receitas caiam e o mercado, sabe como é, anda inflacionado. Qualquer jogador meia-boca custa os olhos da cara. Tudo anda pela hora da morte, verdade.

Por isso, o negócio é não fazer loucuras? Muito sensato. Não se deve colocar o carro adiante dos bois, como se dizia no tempo da vovozinha. As vovós sabem das coisas. Daí, também, a necessidade de enxugar a folha de pagamentos? Claro, por esse ponto de vista se justifica a venda, rapidinho, de Barcos, o único jogador que fugia da média do grupo atual. Apareceu chance e, vapt vupt!, ele virou casaca.

É evidente que foi bom negócio. Quem disse o contrário? Vieram quatro jogadores, quase todos por empréstimo é verdade, mas servem para compor o elenco e são bons. Sim, sim, ainda tem um quinto para vir do Grêmio. Foi um negócio da China, só não percebe quem não quer e os corneteiros de plantão. Estão pensando o quê? Saiu um em troca de cinco, uma mão cheia.

Basta olhar como o elenco ficou robustecido. Gilson Kleina agora tem duas opções para cada posição, duas! No mínimo! Quem se pode dar esse luxo? Sem contar que há muitas promessas que vão vingar. Para disputar a Série B está de bom tamanho. Depois que subir, ah, você palmeirense não perde por esperar. O Palmeiras será tão espetacular, mas tão maravilhoso, que aquelas academias dos anos 60, 70 e 90 vão parecer timecos. Aguarde.

Enquanto isso, padeça com o que há para o momento. Com o que se viu nos 2 a 1 diante do Paulista e no empate deste domingo (1 a 1) com o lanterna São Caetano. E, sem querer aliviar, nem adianta mandar o técnico embora. Traga o Pep Guardiola que ele vai olhar bem, vai analisar o tamanho do abacaxi e responderá: “Conversamos qualquer hora dessas. E se manda rapidinho…”

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