Diego e Robinho alegram a manhã de domingo

Antero Greco

21 de agosto de 2016 | 13h37

Robinho e Diego foram símbolos da segunda geração dos Meninos da Vila, no início dos anos 2000. Garotos recém-saídos da base, brilharam no Santos campeão brasileiro, despontaram como candidatos a astros. Ficaram pouco tempo por aqui, bateram asas e foram tentar fama e fortuna no mundo.

Agora, veteranos, na fase derradeira das respectivas trajetórias, estão de volta, de novo em clubes de ponta. E, por essas conjunções do destino, marcaram gols decisivos no final da manhã deste domingo. Diego fez o segundo do Flamengo, nos 2 a 1 sobre o Grêmio, no Mané Garrincha, e carimbou de forma positiva a estreia. Robinho garantiu o 1 a 0 do Atlético-MG sobre o Atlético-PR no Independência.

Velhos amigos, compadres, parceiros que estão prontos para ajudarem os times deles na corrida pelo título nacional. O Fla foi a 38 pontos, está em terceiro lugar. O Galo, com 38, é o vice-líder. Ambos torcem por tropeço do líder Palmeiras (39 pontos e que logo mais recebe a Ponte Preta). E, se possível, também secam o Santos (36 pontos, que visita o Coritiba).

Diego teve boa movimentação na primeira aparição com a camisa rubro-negra, número 35 às costas. Ainda em busca de colocação adequada no esquema de Zé Ricardo, tabelou, deslocou-se, tentou lançamentos e, na primeira conclusão a gol, marcou, de cabeça. Comemorou, vibrou, chutou placa de publicidade. No aperitivo, deixou gosto bom na boca do torcedor. Ficou a agradável impressão de que não regressou para casa só para beliscar mais alguma grana. Será peça importante na sequência do campeonato. Vale como registro, também, o gol de Leandro Damião.

Robinho decidiu a parada para o Galo aos 39 minutos do primeiro tempo. Aquele gol que vem no momento adequado, quando o Furacão se animava com a possibilidade de surpreender em Belo Horizonte. Jogo equilibrado, alguma dificuldade para o Atlético, sobretudo no sistema defensivo. A vantagem deu tranquilidade, e Robinho (artilheiro do time) ditou o ritmo. Até cansar e ser substituído aos 26 da etapa final.

Se os resultados foram excelentes para Fla e Galo, o mesmo raciocínio não se aplica para Grêmio e Atlético-PR. Os gaúchos têm oscilado, e ganharam 5 dos últimos 12 pontos disputados. Estão na parte de cima, lhes falta o jogo atrasado com o Botafogo, mas vêm o risco de adversários ampliarem distância no topo. O Furacão amargou a quarta derrota em cinco partidas (terceira em seguida). Com 30 pontos, está perto de sair da corrida pelo título.

 

Tendências: