Diego Souza em tarde com direito a gol de placa

Antero Greco

25 de setembro de 2011 | 19h42

Diego Souza tem talento – isso não se discute. Só que às vezes foi supervalorizado e não teve estrutura para aguentar cobranças e responsabilidade. Foi assim no Palmeiras, onde aprontou poucas e boas até ser dispensado, e no Atlético-MG, com passagem sem brilho. Agora, vive fase extraordinária no Vasco, onde não é o astro da companhia.

O futebol do meia tem crescido junto com o do time, ao longo da temporada, e teve seu momento de brilho mais intenso neste domingo. Diego Souza arrasou no clássico com o Cruzeiro e fez os gols da vitória por 3 a 0. O terceiro, com direito a matada no peito, chapéu no goleiro Fábio e toque final de cabeça. Gol memorável, de placa, de craque.

Diego é um dos segredos para explicar a ascensão vascaína em 2011. Ele começou o ano em baixa, assim como o time, e se reencontrou, junto com Fernando Prass, Dedé, Rômulo, Elton e, mais tarde, com a chegada de Juninho Pernambucano.  A primeira injeção de ânimo, depois de algumas surras no Estadual do Rio, veio com a conquista da Copa do Brasil. A segunda agora, com a liderança no Brasileiro, mesmo com o afastamento do técnico Ricardo Gomes.

O Vasco não é supertime, como não há nenhum na Série A nacional. Não inventa, mas joga de forma segura e soube aproveitar-se do fato de que, durante boa parte da competição, as atenções estavam voltadas para Corinthians, Flamengo e São Paulo. Sem alarde, subiu, encostou e deu o bote para a primeira colocação.

No bom duelo com o Cruzeiro, prevaleceu a confiança de um grupo que passou a acreditar em sua força. Situação inversa daquela que vive o Palestra mineiro, que se aproxima da zona de rebaixamento. Uma equipe sem tranqüilidade, mesmo que em alguns momentos tenha lampejos do futebol envolvente da primeira parte da Libertadores. Por que se perdeu?

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