Domingo de decisão em SP, Minas e no Sul

Antero Greco

08 de maio de 2011 | 02h33

Pausa em Libertadores e Copa do Brasil. Como o calendário não para e o show tem de continuar, hoje haverá duelos decisivos em muitos pontos do Brasil. Em três deles ¬– São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul –, clássicos de muita tradição começam a definir quem levantará a taça estadual. Como não tenho medo de quebrar a cara, nem gosto de ficar em cima do muro, adianto quais os times considero favoritos: Santos, Cruzeiro, Internacional. Com a ressalva justa e de bom senso de que se trata apenas de palpite, não de premonição ou adivinhação.

O Santos fez campanha ligeiramente melhor do que o Corinthians e tem um time com mais disposição ofensiva. Quando acerta o ritmo, mostra futebol ousado e aposta demais no talento do ‘maestro’ Ganso, além de Neymar e Elano. O sistema defensivo tem sido mais seguro, desde a chegada de Muricy Ramalho e com a recuperação de Jonathan e Arouca.

O Corinthians baseia a força no equilíbrio. Não é uma equipe extraordinária, muito menos medíocre. Concentra em Liedson a referência no ataque, mas tem um meio-campo bom, com Ralf e Paulinho na marcação, Bruno César e Jorge Henrique mais na criação. A defesa tem dado conta do recado. Na frente, ao lado de Liedson a surpresa pode ser William. O Corinthians tentará abrir vantagem hoje, ou no mínimo segurar empate, e depois esperar pelo desgaste santista, que no meio da semana enfrentará o Once Caldas, na Colômbia, pela Libertadores.

No Sul, há um confronto de dois times com astral em baixa, já que tanto Inter quanto Grêmio foram eliminados da competição continental no mesmo dia. Por isso, aumentou o valor da conquista regional. O Inter sofreu baque ao ser desclassificado em casa, na derrota para o Peñarol, mas tem um conjunto mais ‘inteiro’ do que o adversário. Paulo Roberto Falcão sofre menos do que seu colega Renato Gaúcho com as baixas. Pode valer-se disso para largar na frente. A pressão, no entanto, é idêntica para ambos, já que as torcidas cobrarão o título, para compensar a frustração no torneio de maior prestígio.

O Cruzeiro também entra em campo, contra o Atlético-MG, com a responsabilidade de mostrar que a queda diante do Once Caldas foi acidente enorme, mas não o início de fase de decadência. O time de Cuca fez campanha melhor – 11 vitórias contra 10 do Galo – e joga por dois empates. O Cruzeiro também é melhor nos gols marcados e sofridos: 43 a 10, índice superior ao do Atlético, que ficou em 37 a 17. Cuca pede a seus jogadores que não joguem a toalha nem desprezem o que houve de bom na Libertadores.

A vantagem do Atlético é a de atuar mais descontraído e sobretudo mais descansado. Também tem a seu favor o fato de ter sido a única equipe a derrotar o Cruzeiro: 4 a 3 na fase de classificação. Não é pouco, embora o elenco esteja tecnicamente um ponto abaixo do rival.

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