Dorival Júnior mal teve tempo de calçar os chinelos

Antero Greco

25 de setembro de 2010 | 18h45

A roda-viva do futebol continua mais ativa do que nunca. Dorival Júnior não completou quatro dias de desemprego e já encara novo desafio com o convite que lhe foi feito pelo Atlético Mineiro. Não teve tempo nem de andar um pouco de chinelo, em casa, e rever por que a trombada com Neymar deteriorou sua relação com o Santos, a ponto de ser demitido do clube depois de conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Dorival estava a ruminar o episódio com Neymar, ao mesmo tempo em que negociava com o Galo a vaga aberta com a saída de Vanderlei Luxemburgo. Resolveu aceitar a tarefa de salvar o time mineiro do rebaixamento talvez como forma de mostrar que o Santos errou ao dispensá-lo na terça-feira. O Atlético perdeu 15 das 24 partidas que disputou sob o comando de Luxemburgo e é grande a possibilidade de queda.

Pelo acordo definido com o Atlético, Dorival fica em Belo Horizonte até o final de 2011. O que significa que pode voltar à disputa da Série B, dois anos depois da experiência com o Vasco, time que conduziu à elite com a campanha de 2009. Ao assinar por período extenso, o técnico assumiu o risco de voltar à divisão de acesso.

Há, porém, uma possibilidade de Dorival fechar 2010 com mais um sucesso, além dos dois troféus conquistados com o Santos: o Atlético é um dos brasileiros na briga pela Copa Sul-Americana (assim como Palmeiras, Avaí e Goiás). Se for campeão, o Galo vai à Libertadores. Para o treinador, seria uma proeza inédita: conduzir dois times para mesma competição, no mesmo ano.

Quem sabe não tenha sido essa a maior motivação para voltar à rotina de treinos, jogos, pressão e cobranças?

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