Duelo eletrizante, e o SP segue em frente

Antero Greco

19 de maio de 2016 | 00h11

Demorou, mas o time de Edgardo Bauza ganhou as divisas de time de futebol de primeira linha, em um jogo eletrizante disputado em Belo Horizonte. O São Paulo perdeu de 2 a 1, mas eliminou o Atlético Mineiro e avançou para as semifinais da Libertadores – uma evolução e tanto para uma equipe que começou a competição dando vexame.

O primeiro tempo foi tão alucinante, que os 45 minutos iniciais se passaram em apenas 20, no Estádio Independência. Como isso foi possível? Um jogo de realismo fantástico.

Graças a um ritmo inacreditável, a um empenho incomum dos 22 jogadores. A impressão era de que a partida foi disputada em velocidade alterada, como lances de perigo a todo momento. Não se desperdiçava um segundo.

Um chute. Um passe. Bola sempre jogada para a frente, em direção ao gol inimigo. Assim, não foi de estranhar que com 11 minutos, o Atlético Mineiro já vencesse por 2 a 0, gols de Cazares e Carlos.

Mas quem pensava que a sorte tricolor estava desenhada, se enganou redondamente. Aos 14 minutos, Maicon diminuiu: 1 a 2. E seguiram-se lances de pura emoção: Pratto cabeceou a bola na trave, Calleri só não empatou, porque Victor salvou; Rodrigo Caio mandou a bola na trave no último minuto da etapa inicial.

Seria possível repetir o futebol ciclone na volta a campo? Logo a 17 segundos, o Atlético Mineiro mostrou que sim. Precisava de mais um gol para seguir adiante no torneio.

Ao São Paulo bastava segurar o resultado, por isso o segundo tempo foi disputado em, digamos, uma rotação um pouco mais lenta: durou 30 minutos imaginários – 50 na realidade.

Foi veloz, teve muita emoção, mas não se equiparou ao primeiro.

Destaques: Rodrigo Caio na defesa tricolor e Leandro Donizetti, um dínamo no meio-campo atleticano — pena que ele seja decidido demais nas divididas, para não dizer maldoso em alguns momentos. Por isso, mereceu ser expulso de campo.

Wesley exigiu uma defesa fantástica de Victor. E Clayton fez jogada que seria a da classificação do Galo, mas a bola caprichosamente lambeu a trave. Um jogo assim não tem derrotados.

Um tinha que ser eliminado.

Outro segue adiante e agora ninguém mais duvida de Edgardo Bauza.

(Com participação de Roberto Salim.)

 

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