É bom o Corinthians abrir o olho desde já. Tem a pré-Libertadores…

É bom o Corinthians abrir o olho desde já. Tem a pré-Libertadores…

Antero Greco

23 de janeiro de 2011 | 20h31

Não sou da turma dos alarmistas nem vejo desgraça em cada esquina. Mas é bom o Corinthians abrir o olho logo, como se dizia no meu velho e querido Bom Retiro. Bairro, aliás, onde nasceu o glorioso alvinegro 100 anos atrás. É só começo de temporada, porém os resultados não entusiasmam. Mais do que isso, o desempenho do time preocupa, sobretudo agora que se aproximam os duelos com o Deporte Tolima, pela pré-Libertadores.

O corintiano ficou com a pulga atrás da orelha, depois do empate por 1 a 1 com o Noroeste, no final da tarde deste domingo. Nem é pra menos. Assim como havia acontecido no meio da semana, diante do Bragantino (também 1 a 1), a equipe mostrou limitação na parte física (o fôlego acabou logo), vários jogadores continuam a carecer de melhor preparo e o equilíbrio do conjunto fica muito aquém do desejado. Por isso, velhos fantasmas voltam a assombrar.

O temor da Fiel não se limita ao Campeonato Paulista. Na verdade, o torneio estadual permite reação, até com várias derrapadas, porque o regulamento é muito generoso. Como se classificam oito para as quartas de final, o Corinthians só se complicará se tiver incompetência inédita. O que não será o caso. A questão é a competição sul-americana. O Tolima não é muito melhor do que um Noroeste, mas a pressão será infinitamente maior.

O Corinthians ensaiou apenas enquadrar o rival de Bauru, sobretudo no primeiro tempo, quando Jorge Henrique, Dentinho, Roberto Carlos, Moacir e Bruno César tinham gás para ir à frente. Enquanto essa turma estava bem de pulmões e pernas, deu para animar a torcida. E a vantagem, no gol de Dentinho, foi consequência do domínio.

No segundo, porém, o time desabou. Parecia ter colocado o pé no freio, como estratégia, mas faltou mesmo melhor preparo. Os jogadores que antes se destacaram diminuíram o ritmo, Ronaldo passou em branco mais uma vez e o Noroeste cresceu. Chegou ao empate por falha de Roberto Carlos (perdeu a bola no meio-campo) e, se apertasse mais um pouco, poderia ter provocado estrago maior. Por sorte, também é limitado e se contentou com o pontinho ganho.

Não está aceso o vermelho lá pelas bandas do Parque São Jorge – nem é o caso. Ainda. Mas está na hora de o time acordar, de preferência a partir de quarta-feira. Cochilos na Libertadores não serão permitidos.

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