E não tem jeito de o São Paulo sair do atoleiro…

Antero Greco

15 de agosto de 2013 | 23h47

O São Paulo está numa fase encrencada que vou te contar! Vive momento em que goleiro perde pênalti e atacante bota a mão na bola que ia pro gol. Chama a torcida pra apoiar, fica em vantagem, mas não resiste e empata, como aconteceu no 1 a 1 com o Atlético-PR, na noite desta quinta-feira. Não ganha em casa faz sete rodadas. No torneio, já chega a uma seca de 11. Campanha pra irritar monge tibetano.

A zoeira não vai embora. Perambulou por aí, chegou ao Morumbi faz tempo, gostou do que viu e por lá ficou. Não tem jeito de ser desalojada. Parece até o presidente diferente. Não adiantou nem trocar de treinador. Pelo menos até agora o retrospecto de Paulo Autuori é mais raquítico do que aquele do Ney Franco, o amigo do Rogério Ceni.

Está certo que Autuori mexeu na equipe, botou Clemente Rodrigues na direita, deixou Ganso a descansar no banco, colocou a certa altura Aloisio, Ademilson e Osvaldo juntos na frente, pra ver que bicho ia dar. Deu espaço para Rodrigo Caio, Lucas Evangelista, Reinaldo. Enfim, busca uma cara nova para tirar o time do marasmo.

A intenção é excelente, mas na prática não funciona. Ou pelo menos não tanto quanto é necessário. O São Paulo novamente se esforçou, correu, criou situações, abriu o marcador com Rodrigo Caio, tentou colocar a bola no chão e usá-la com inteligência.

Mas, como a maré está brava, a esperança fugiu com o gol de pênalti marcado pelo veteraníssimo Paulo Baier, no segundo tempo. E teve de suportar, dali em diante, um adversário animado, mais bem estruturado, em ascensão e que por pouco não virou.

O São Paulo tem 10 pontos e 75 ainda por disputar. A briga, desde já, é para fugir do rebaixamento. Acredito na reação. Porém, a cada rodada, essa convicção diminui. Por enquanto, os tricolores concentram muitos dos sintomas dos que caem. Isola!

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