E, no Brasileiro, o Palmeiras apanha, apanha, apanha…

Antero Greco

19 de agosto de 2012 | 20h57

Curioso, contraditório, intrigante esse Palmeiras: campeão da Copa do Brasil, está a um passo de seguir na Sul-Americana, não tem jogado mal. Mas não se reergue de jeito nenhum no Campeonato Brasileiro. A rotina, no primeiro turno, tem seguido a monotonia de derrota atrás de derrota, com um empatezinho aqui, uma vitória ali. Por essas, está em 16.º lugar, com 16 pontos ganhos, assim como o Bahia, porém beneficiado por critérios de desempate. Um novo passo em falso, na última rodada, e fecha o turno na zona da degola.

A caminhada trôpega da turma de Felipão continuou na noite deste domingo, com os 2 a 1 para o Atlético, em Goiânia. Vá lá que a lista de baixas se mantém extensa, só que esse não pode ser o mote para explicar tantos tropeços. Antes, tinha também a concentração na Copa do Brasil. Só que o torneio acabou faz um mês e meio. Nem os erros de arbitragem podem ser lembrados, apesar dos estragos que provoca (e isso é generalizado).

O Palmeiras não foi um horror contra os goianos – e aí reside o conflito. No primeiro tempo, fez jogo equilibrado, se bem que largou confuso, com Roman deslocado pela direita e com o reestreante Correa desentrosado com os demais. A desorientação foi decisiva para a desvantagem, que veio num lindo gol de Eron.

Quando se ajustou, o Palmeiras tocou a bola, fechou espaços para o Atlético, foi à frente e empatou com Barcos, no momento seu principal jogador. Teve tempo suficiente, até, para a virada, se tivesse insistido. O time da casa sentiu e se agarrou à possibilidade de pelo menos garantir um ponto, que não ajudaria muito, mas seria melhor do que nada.

O Palmeiras ficou sem Valdivia pouco depois dos dez minutos da etapa final. O chileno pediu pra sair, por algum desconforto. É impressionante como ele não consegue ter uma sequência. É dos casos mais esquisitos e carece de explicação. Ou ele tem musculatura comprometida, ou o tratamento não é adequado, ou é manhoso. Ou é tudo isso junto. Obina entrou no lugar dele e por pouco não fez o segundo, pois o goleiro Márcio fez boa defesa.

Houve acomodamento dos dois times e o  empate parecia o resultado mais natural. Até que a defesa do Palmeiras falha em bola pelo alto – deficiência que vem de longa data – e Rayllan, que havia entrado um pouco antes, carimba o gol de Bruno: 2 a 1 e campanha com resultados desapontadores.

Apesar de tudo, a perspectiva não aponta para tragédia iminente para o Palmeiras. Há times piores. Só que, se se apoiar nessa tendência, corre o risco de quebrar a cara adiante.

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