E o Atlético-MG fica a dois passos da glória…

Antero Greco

11 de julho de 2013 | 02h01

Há momentos marcantes no futebol, daqueles que o sujeito vai lembrar sempre, e cada vez com emoção aumentada. É o caso da classificação do Atlético-MG para a final da Libertadores de 2013. A vaga veio nos pênaltis, depois de 2 a 0 suado no tempo normal sobre um Newell’s Old Boys tinhoso, firme na marcação, indiferente à pressão e ao barulho da torcida no Estádio Independência, na noite desta quarta-feira.

Foi martírio e prazer alternadamente. Alegria com o gol de Bernard aos 3 minutos do primeiro tempo; angústia com o tempo que passava e o segundo gol que não vinha. E assim se aproximava a classificação argentina. Depois, veio nova esperança, com o gol de Guilherme há poucos minutos do fim. E, em seguida, a tensão nos pênaltis.

E nesse quesito não faltaram roer de unhas e corações acelerados, provocados por cobranças acertadas e aquelas desperdiçadas. A desclassificação esteve perto em dois momentos, nas falhas de Jô e Richarlyson. Mas o Newell’s também perdeu duas. Daí vieram os momentos cruciais: Ronaldinho marcou, na quinta cobrança, e fez 3 a 2. Depois, Victor se encarregou de fechar a noite, ao pegar o chute de Maxi Rodrigues. O goleiro deu um pulo de pantera, certeiro, para abater a presa, no caso, a bola.

Uma beleza ver a euforia de uma torcida que jamais teve a satisfação de vibrar com a equipe numa final continental. Chegou a vez do Atlético, depois de décadas de espera. É a hora de colocar o nome na lista dos brasileiros que já atingiram o topo. Faltam dois jogos, só, para alinhar-se a Santos, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Inter, Vasco, Flamengo e Cruzeiro nessa galeria especial. É o momento da consagração de Victor, Réver, Pierre, Tardelli, Jô, Bernard, Ronaldinho e mestre Cuca.

O Olimpia não é um paraquedista na competição, chega à final pela sétima vez, tem três títulos e três vices, dará calor em Assunção. Mas o capítulo de encerramento está marcado para Belo Horizonte, na casa do Galo. E nesse terreiro ele é quem deve mandar. Escrevi que era possível anular a desvantagem. Reafirmo agora que é possível sonhar com a América agora e com o mundo em dezembro.

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