E o Palmeiras dá mais um passo…

Antero Greco

30 de setembro de 2012 | 00h11

O Palmeiras ainda está na parte de baixo da classificação do Brasileiro. Não sai tão já da zona de rebaixamento, como consequência das 15 derrotas que carrega nas costas. Mas deu o segundo sinal seguido de reação, com a vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, na noite deste sábado. Manteve-se em antepenúltimo, agora com 26 pontos, um a menos do que o Sport e dois atrás do Coritiba. Restam 11 rodadas.

Os quase 31 mil torcedores que estiveram no Pacaembu deram demonstração de confiança no ressurgimento do campeão da Copa do Brasil. E foram correspondidos. O Palmeiras liquidou a Ponte em menos de 15 minutos, com os gols de Barcos aos 12 e aos 14. Um início semelhante àquele da semana passada contra o Figueirense, e que funcionou mais uma vez. Os gols rápidos deixam o rival grogue.

Quando a Ponte tentou acordar já era tarde ¬– foram dois chutes de Nikão ainda no primeiro tempo que Bruno neutralizou. O goleiro do Palmeiras apareceu com segurança em outra tentativa do mesmo Nikão, aos 20 da etapa final. Só que àquela altura já a vantagem já era de 3 a 0, por causa do gol de Marcos Assunção aos 14 minutos.

O Palmeiras controlou a partida como quis, comportou-se como time grande e não como o grupo assustado de duas semanas atrás no clássico com o Corinthians. Esteve tão à vontade que por pouco não comemorou outros dois gols, em arremates de Valdivia e Barcos, ambos na etapa final, que explodiram no travessão.

A formação não tem nada de extraordinário. É semelhante àquela que Felipão usou tantas vezes. Com algumas diferenças: as baixas são raras e o empenho redobrou. Mas fundamentais, também, foram os gols de Barcos, que rompeu jejum de um mês, e o retorno de Marcos Assunção, hoje sem dúvida o regente da equipe.

O Palmeiras enfim faz a parte dele. Tem de manter essa toada e, por extensão, torcer por tropeços dos rivais mais próximos nessa inglória luta contra o descenso. O torcedor palestrino pelo menos voltou a sonhar com dias melhores e Gilson Kleina ganha moral com as duas vitórias consecutivas do time sob seu comando.

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