E o Santos na miúda…

Antero Greco

08 de fevereiro de 2015 | 21h48

O Santos perdeu jogadores no começo do ano, alguns saíram descontentes por problemas de salário. Com o caixa em baixa, a diretoria nova não investiu pesado. Recorreu para um ou outro veterano, repatriou Elano e deu espaço outra vez para jovens pratas da casa.

Sem alarde, o técnico Enderson Moreira trata de moldar o elenco para 2015. Se o Campeonato Paulista servir de laboratório, por enquanto aproveita a chance. Em três partidas, foram um empate e duas vitórias. A mais recente, no início da noite deste domingo, com 2 a 1 no Red Bull Brasil, em São José do Rio Preto. Fabiano Eller (contra) e Ricardo Oliveira (pênalti) fizeram para o Santos; Edmilson para o RB, tudo no primeiro tempo.

O jogo não foi espetacular – como não tem sido extraordinário o desempenho alvinegro. Morno até. No entanto, a trajetória na largada se mostra melhor do que se imaginava. O Santos está longe de ser exuberante, tampouco decepciona. Enderson aposta no básico: pressão na marcação, velocidade no contra-ataque. Para essa segunda função, conta sobretudo com Geuvânio, destaque até agora.

A defesa procura ajustar-se, com tantas caras novas – Wanderlei, Werley, Chiquinho sobretudo –, o meio tem a turma do ano passado (o que ajuda a acelerar o entrosamento) e no ataque se espera que Thiago Ribeiro forme dupla melhor com Ricardo Oliveira do que com Leandro Damião.

É cedo, sempre ressalto esse aspecto. Mas o Santos, na míuda, sem alarido, se ajusta. O que não é novidade, em termos de Paulistão, torneio do qual chegou a oito finais nos últimos anos.