É muita humilhação para o Vasco. Chega!

Antero Greco

15 de agosto de 2015 | 21h21

O Vasco tem mais de 100 anos, conta com milhões de torcedores pelo Brasil, já foi base de seleção e campeão de tudo. Não merece ser humilhado dessa forma, não pode ser menosprezado, não é justo que caia pela terceira vez no Brasileiro em menos de uma década. No entanto, esse risco é real, e cresce a cada rodada, à medida que o campeonato avança e que as derrotas se acumulam.

O mais recente episódio dessa tragédia cruzmaltina veio no começo da noite do sábado, na derrota por 1 a 0 para o Coritiba, no Maracanã, com gol sofrido quase em cima da hora. Com o resultado, se mantém na lanterna da competição, com 13 pontos ganhos e o desastroso retrospecto de 12 derrotas em 19 jogos, contra 3 vitórias e 4 empates. Campanha de Série B!

O Vasco de novo se mostrou perdido, atordoado, sem coordenação nem confiança. Pouco adiantou contar com Nenê e Jorge Henrique, os dois últimos a chegarem para salvar a pátria. Eles contribuíram com pequena parcela para o desempenho da equipe.

O Vasco errou lances simples, na defesa (de onde resultou o gol de Evandro), no meio-campo e no ataque, onde ninguém acertou o gol de Wilson. Tática? Zero. Calma? Abaixo de zero. Não é por acaso que, assim que o juiz apitou o fim do jogo, Celso Roth pegou o boné. Aliás, deveria ter saído no meio da semana.

A permanência do técnico, por mais alguns dias, foi outro dos muitos erros da direção – entenda-se Eurico Miranda, já que o Vasco é regido pelo sistema do poder único e centralizador. O homem que se considera dono do clube achou melhor dar uma derradeira chance para Roth e o que se viu foi outro espetáculo de fazer chorar.

O Vasco está à deriva, e não pode mais servir de cenário para os caquéticos showzinhos particulares de Eurico Miranda. Chega a ser afronta aos fãs no Brasil todo, esse modelo de cartola ultrapassado sempre vir a público e despejar bobagens como se fossem verdades definitivas. A cada vez que faz isso, ele próprio desdenha do clube.

Eurico saiu da presidência, anos atrás, e deixou terra arrasada. Roberto Dinamite, a promessa de revolução, foi outra decepção, e também abriu espaço para o retorno de um passado que deveria ter sido enterrado pra sempre. O Vasco padece de administrações horrorosas!

O Vasco não é propriedade de Eurico, assim como não era de Dinamite! O Vasco não é brinquedo! O Vasco não é passatempo para dirigente que deveria estar aposentado e a cuidar dos netos, da horta, da galinha, da coleção de selos! O Vasco é maior do que essa gente que acredita na baboseira de “O respeito voltou”!

Eurico disse que, se o time cair, vai para a Sibéria. Se gostasse mesmo do Vasco, e não só da boca pra fora, pegaria o primeiro avião para a Sibéria hoje mesmo, sumiria do mapa, iria para onde quisesse, mas bem longe de São Januário.

Chega de bufões! Chega de papo-furado! Chega de falsos messias!

Chega de humilharem o Vasco!

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