Furacão corta embalo do Palmeiras

Antero Greco

02 de agosto de 2015 | 13h13

O tempo anda seco em São Paulo, mas um Furacão fez estragos em noventa minutos, no final da manhã deste domingo. O Atlético-PR passou pelo Allianz Parque e, ao final, saiu com vitória por 1 a 0, três pontos, o fim de uma sequência de 7 jogos de invencibilidade do Palmeiras. E, de quebra, superou o adversário na classificação do Brasileiro – ambos com 28 pontos, mas critérios de desempate favoráveis ao time paranaense.

O jogo seguiu roteiro muito conhecido e com final nem sempre surpreendente: de um lado, uma equipe na tentativa de confirmar favoritismo (o Palmeias) e, de outra, uma disposta a segurar-se de todo jeito (o Atlético-PR). Defender-se de forma limpa pode não dar bom espetáculo, tampouco deixa de ser uma alternativa. E, nessa, o Atlético se deu muito bem.

O ponto frágil palestrino, literalmente, foi o meio-campo. Gabriel, um dos pilares na marcação, torceu o joelho, num lance fortuito e talvez provocado por mau estado do gramado. Andrei Girotto entrou no lugar, batalhou, mas sem a eficiência do titular. Para aumentar a dificuldade, Rafael Marques, outro destaque do time, sentiu problemas respiratórios desde o início, suportou até o final do primeiro tempo e foi substituído no intervalo.

A saída desses jogadores influiu, por tabela, no desempenho de Dudu e Robinho, e ainda em Leandro Pereira. Consequência desse feito dominó: o Palmeiras chutou pouco, criou raras situações importantes. Melhor para o Atlético, que apostou em contragolpes e principalmente jogou com o tempo a seu favor. À medida que o relógio avançava, o empate era satisfatório. E até esteve acima do Palmeiras em alguns períodos na etapa final.

A proposta atleticana ficou mais no jeito com o gol de Walter. O fofo centroavante entrou no segundo tempo e mostrou habilidade e senso de colocação ao aproveitar rebote, em cabeçada estranha de Lucas após cobrança de escanteio, e fez o gol decisivo. Não houve reclamação de “impedimento”; a “irregularidade” só foi detectada pelas câmeras de televisão, e olhe lá.

O Palmeiras teve pouco tempo para a reação – e, mesmo se tivesse bastante, não sairia do lugar. Não era domingo verde, mas rubro-negro. A turma de Marcelo Oliveira dá uma brecada, após arrancada forte; nem por isso deve considerar-se carta fora do baralho. E o Furacão ganhou novo fôlego. Está mais vivo do que nunca.

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