Empate no Maracanã mostra times em reação

Antero Greco

02 de agosto de 2015 | 19h47

Esqueça a descrição do jogo: você viu na tevê e leu relatos minuciosos nos portais. O ponto que gostaria de realçar, após o empate por 2 a 2, é o estágio de recuperação de Flamengo e Santos. Ambos perambulam por zona indefinida na classificação, não arrancaram e estão aquém do que se imaginava no início do Brasileiro. Até aí, imagino todos concordam.

Mas há sinais de progresso nos dois lados. Tanto um quanto outro sofrem com oscilações, com limitações e com erros – individuais, coletivos ou dos técnicos. Ainda assim, se encontram em momento melhor do que em rodadas anteriores. O rubro-negro está com astral melhor, desde a chegada de Guerrero, e o peixe passou a acreditar em reação com Dorival Júnior.

O resultado dessa postura foi um clássico movimentado, agradável, com quatro gols e etapas distintas. Na primeira, o Flamengo mandou, pressionou, empurrou o adversário para o próprio campo. Wanderlei trabalhou, mas não pôde evitar dois gols em um minuto (Alan Patrick e Sheik). Foi um período de Fla veloz, com meio-campo atento e ousado.

No segundo, a história se inverteu e se refletiu no placar. O Santos despertou, e mais do que todos Lucas Lima. O moço roubou a cena, levou a equipe adiante, teve papel de protagonista. Depois do gol de Ricardo Oliveira, foi ele quem tratou de desmontar a defesa do Fla. Tanto insistiu que empatou com belo chute de fora da área. Não concordo com quem classifica de falhas de Paulo Victor nos lances dos gols santistas. Na pior das hipóteses, cochilo no primeiro.

O “erro” do Fla foi o de relaxar com a vantagem de dois gols. Ok que não se consegue manter ritmo forte o tempo todo; porém, dava para entregar mais. Alguns jogadores também tiveram decréscimo na segunda etapa. Um deles foi Guerrero, abaixo de outras partidas. O mérito santista foi o de ajustar-se na marcação.

Os dois não estão em situação confortável, mas podem esperar algo melhor no campeonato. O Fla tem condições de subir (mesmo com protestos da torcida com o técnico Cristóvão Borges) e o Santos está perto de afastar-se de vez da zona de descenso.

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