Empate serve como ensaio pra Libertadores

Antero Greco

30 Janeiro 2016 | 22h56

Amigo são-paulino, gostou do empate com o Red Bull, na abertura do Paulistão? O 1 a 1 em Campinas não foi grande coisa, pelas imperfeições do time e pelo nervosismo. Não era a estreia que se imaginava de uma equipe que passou por reformulações e tem técnico novo.

No entanto, não se viu nenhum desastre em Campinas, no campo da Ponte Preta, onde o RB mandou o jogo. O São Paulo mostrou erros e defeitos previsíveis de início de temporada. Muita coisa vai mudar, e logo. Nem a formação titular é definitiva.

Edgardo Bauza está convencido de equipe compacta significa o melhor caminho para o sucesso. É uma tese, e às vezes pode ser confundida com retranca. Não foi assim. O São Paulo teve muitos momentos ofensivos, ao mesmo tempo em que se notou preocupação dos jogadores de se reagruparem logo, assim que perdiam a bola. Falta sincronia entre defesa e meio-campo.

Há muitas caras novas, a começar pelo gol, agora por conta de Denis, depois de duas décadas de reinado absoluto de Rogério Ceni. O herdeiro não comprometeu e não teve chance alguma no pênalti cobrado por Roger, na etapa final, e que estabeleceu o empate no resultado.

Na zaga, Breno teve chance, participou de lance de perigo no início, depois foi trocado por Lucão. A vaga tem dono e será de Lugano, tão logo esteja pronto. Mena foi discreto na esquerda.

No meio-campo, Thiago Mendes e Hudson se revezaram na marcação, Ganso teve espaço para avançar (fez o gol). Mais à frente, Michel Bastos se esforçou (foi dos melhores), enquanto Kardec e Centurión ensaiaram entrosar-se e ficaram longo do ideal.

A exibição tricolor não foi nada excepcional. O importante, porém, é que serviu de etapa de preparação para os jogos com o Cesar Vallejo por vaga na fase de grupos da Libertadores. O primeiro jogo será na semana que vem. No estágio atual, o São Paulo pode ter dificuldades, mas mostra condições de classificar-se.