Enfim, uma luz para animar o Vasco

Antero Greco

20 de setembro de 2015 | 18h41

Até quatro rodadas atrás, o rebaixamento parecia inevitável. Agora, a situação continua delicada, mas pelo menos surgiu uma luz para o Vasco. A terceira vitória em quatro jogos – agora com os 2 a 1 no Sport – faz com que haja esperança de salvação. Restam outras 11 oportunidades, até o encerramento do Brasileiro, para espantar o fantasma do terceiro rebaixamento em oito anos.

O Vasco que recebeu o Sport é outro, bem diferente daquele que levou surras e safanões durante boa parte do campeonato. O sinal de que o astral e a sorte começam a mudar pintou antes dos dois minutos do primeiro tempo, com o gol contra de Ferrugem (pelo visto creditado para Nenê).

Pronto, era o que faltava para passar a jogadores e torcedores a certeza de que o domingo reservava felicidade e não apreensão. A vantagem fez o Vasco jogar com menos tensão, mais coordenado e sem afobação. Mesmo que o próprio Nenê perdesse chance enorme, ao chutar para cima rebote de finalização de Herrera que bateu na trave. (Embora nesse lance, estivesse já 2 a 1…)

O Sport, agora sem Eduardo Baptista, foi apagado, sem inspiração, uma sombra da equipe que surpreendeu no início e mereceu elogios gerais. O único momento melhor veio no gol de empate (de Élber). Fora isso, teve esporádicas ações bem construídas. O Vasco até sentiu um pouco a igualdade; porém, como a fase é outra, logo soube recompor-se.

Tanto se reequilibrou que retomou a vantagem com o gol de Rafael Vaz aos 4 da etapa final. A presença de gente rodada, como Andrezinho, Leandrão, Nenê, Herrera, Martin Silva começa a dar resultados. E, embora permaneça lá embaixo, na classificação, anima o fato de que a reação é real.

O Vasco precisava de confiança – e a recuperou.

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