Esse é o Palmeiras favorito ao título?!

Antero Greco

24 de maio de 2015 | 13h38

O torcedor do Palmeiras já começa a ficar irritado com o time. Ou melhor, continua a ficar irritado com o time, pois parece ser esse seu estado permanente. Percebo o mau humor nas redes sociais, sobretudo quando ataca quem põe o dedo na ferida e mostra que a maravilha vendida por dirigentes não é tão maravilha assim. Ao contrário, está longe disso.

A mais recente demonstração de que algo vai mal, e muito, veio no final da manhã deste domingo, com a derrota por 1 a 0 para o Goiás, no novo estádio. Outra derrota em casa, em meio ano de uso. E, para complicar, terceira partida sem vencer no Brasileiro: dois empates iniciais, em apresentações inconvincentes, e o tropeço de agora.

Não adianta reclamar da arbitragem. Ah, o juiz não deu pênalti em Kelvin nem no Allan Patrick, em cima da hora. O primeiro não foi; o segundo é discutível. Ah, o Marcelo de Lima Henrique inverteu faltas, deu amarelos à toa. Não cola. São tentativas de achar atenuantes.

Não há atenuantes para o Palmeiras, nem o papo de que faltam titulares, time em formação etc e tal. A temporada já vai para o quinto mês, o clube contratou 21 jogadores (fala em trazer outros) e ainda não surgiu um time. Eis o ponto: o Palmeiras não é um time.

Isso ficou claro contra o Goiás. No primeiro tempo, dominou, pressionou, teve mais posse de bola. E daí? Em termos ofensivos, fez muito pouco. Teve em Kelvin o destaque. Quantas defesas difíceis Renan fez? Quantas bolas na trave, de raspão ou, melhor, dentro do gol?

Isso o palmeirense precisa levar em consideração. Não adianta tocar a bola pra cá e pra cá sem levar perigo real ao adversário. No segundo tempo, criou menos ainda, sentiu o nervosismo, deu espaço para duas arrancadas do Goiás. Na terceira, saiu o gol, aos 30 minutos.

Dali em diante, se perdeu. Foi à frente sem coordenação, sem entusiasmo nem confiança. As mudanças valeram pouco, foram as de sempre (sai Leandro entra Cristaldo, sai Zé Roberto entra Leandro, sai Gabriel entra Alan Patrick). Mas a toada foi a mesma.

Sem criação nem nada. A propósito: o que fez de notável Valdivia além de reclamar com o árbitro e tomar amarelo ainda no primeiro tempo?

O Palmeiras precisa reagir rápido – e isso passa também por um chacoalhão no Oswaldo de Oliveira. Antes que comece a rotina de tensão habitual. E melhor recolher, por enquanto, a condição de candidato a título. Não faz por merecer.