“Eu acredito” funcionou de novo e o Galo avança

Antero Greco

22 de abril de 2015 | 22h24

Não sei que sina é essa do Atlético de conseguir reviravoltas no sufoco. Por um lado, fica bonito ver a equipe se esforçar,a torcida gritar “Eu acredito” e fazer festa no final. Por outro, que sofrimento, que agonia! De ficar com o coração na mão. Teve até pé d’água daqueles…

Foi assim na Libertadores de 2013, na Copa do Brasil do ano passado e agora de novo na Libertadores. Vá lá que a turma sai de alma lavada do Independência, mas é demais. Não foi moleza fazer 2 a 0 no Colo-Colo, a conta justa para seguir adiante e passar para as oitavas de final. Mais uma vez foi sofrido, doído, com pênalti perdido e tudo mais. Parece proibido o Galo superar certos desafios sem angústia.

A rapaziada de Levir Culpi teve o mérito de superar-se, partir pra cima dos chilenos e de não vacilar na defesa. Por isso, recebeu como prêmio a classificação. Ou, se fosse para ter olhar mais rigoroso, conseguiu apagar a decepção das rodadas iniciais, quando esteve por um fio para cair fora. Um Atlético que largou mal e pode agora crescer na competição.

Um gol por tempo – Lucas Pratto aos 18 do primeiro e Rafael Carioca com um golaço aos 34 do segundo – foi a medida exata para espantar o fantasma da humilhação. Fora o pênalti desperdiçado por Guilherme aos 23 minutos. Pelo menos desta vez, Victor não teve de colocar em prática seus dotes milagrosos.

O Atlético conseguiu ganhar impulso em duas frentes, em poucos dias: é finalista no Estadual e continua na perseguição ao bi da América. Se vai conseguir, é outra história. Importa ter superado desconfianças e oscilações de início de temporada.