Felipão, mais perto da Copa no Brasil

Antero Greco

25 de setembro de 2012 | 18h55

Luiz Felipe Scolari saiu do Palmeiras, mas não de cena. O treinador foi anunciado nesta terça-feira como consultor “informal e voluntário” do ministério do Esporte. O que isso significa, não sei direito. E, desconfio, nem ele mesmo sabe. Só sei que, de alguma maneira, ronda o Mundial que o Brasil vai organizar dentro de menos de dois anos.

O convite feito ao técnico dá margem para interpretações. A primeira delas, e mais singela, é a de que se trata de homenagem ao último brasileiro que dirigiu seleção campeã do mundo. Dez anos atrás, ele foi o maestro da equipe do penta, no torneio disputado na Coreia e no Japão.

O ministro Aldo Rebelo viu, assim, uma forma de reconhecer a importância do esportista.  Por isso, o chamou para trocar ideias a respeito do evento. Mas o que fará Felipão? Será mais um a emprestar a boa imagem para garantir o sucesso da empreitada, como fizeram Ronaldo e Bebeto? Será figura decorativa? E, como um profissional famoso e caro, poderá dedicar tempo como voluntário? E quanto tempo? Em que ocasiões?

Outra ilação, essa também óbvia e preferida dos que adoram uma teoria da conspiração, é a de que aumenta a sombra sobre Mano Menezes. O próprio Felipão tratou de desconversar, ao garantir que não tem nada a ver uma coisa com outra. Mas, como Mano não é unanimidade popular – longe disso –, a aparição de um peso pesado coloca a pulga atrás da orelha da gente.

Se bem que, objetivamente, o ministério do Esporte não tem nada a ver com a CBF, que é quem cuida de seleção e seus responsáveis. Diante disso, só resta aguardar, para ver no que vai dar essa consultoria informal e voluntária.

 

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