Festival de trapalhadas no São Paulo

Antero Greco

16 de maio de 2011 | 18h29

O São Paulo fez feio no episódio que começou com críticas de Rivaldo a Paulo César Carpegiani e que por pouco não resultaram na saída do treinador. A diretoria, em um primeiro momento, ficou ao lado do meia, que se sentiu “humilhado” por não ter entrado no jogo em que o time foi eliminado pelo Avaí na Copa do Brasil. O presidente Juvenal Juvêncio chegou a dizer que a convivência de atleta e técnico era inviável. Foi além, ao deixar no ar que a demissão do “professor” se limitava a horas.

Nesta segunda-feira, porém, o São Paulo voltou atrás nas insinuações e anunciou que Carpegiani está mantido no cargo. Os dirigentes ainda tratam de reaproximá-lo com Rivaldo. O técnico deu um passe na direção do armistício ao desculpar-se publicamente de Rivaldo por ter sugerido que lhe faltava caráter, após o desabafo em Florianópolis.

O gesto do treinador foi elegante, como havia sido ponderada sua postura após a desclassificação na Copa do Brasil. Já não acho o mesmo do São Paulo. Juvenal Juvêncio poderia ter economizado na ironia, no desembarque da delegação, e tampouco sugerir que dispensaria Carpegiani, como aliás seria vontade de alguns de seus colaboradores. Comportamento mais sereno teria sido mais apropriado.

O incidente não parece inteiramente superado. Há quem afirme que Carpegiani só não saiu porque ficou difícil tirar Cuca do Cruzeiro campeão mineiro e porque Dorival Júnior seria investimento alto. Ou seja, o técnico se garante porque não há opções. Então, isso significa que o ambiente não está pacificado. Tudo permanece como está até a próxima discussã ou ou derrota ou desbafo?

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