Flamengo, a mudança da água para o vinho

Antero Greco

13 de setembro de 2015 | 18h56

É lugar-comum, verdade. A expressão já foi usada milhões de vezes, também no futebol. Mesmo assim cabe para definir o Flamengo dos últimos tempos, em especial do returno do Brasileiro. Quem poderia imaginar que o time que flertou com a zona de rebaixamento fosse subir tanto? E, mais do que isso, firmar-se na parte de cima e entrar forte no G-4?

Pois o que parecia improvável virou realidade – com méritos e sem contestação. O rubro-negro emenda série de resultados de encher os olhos, ganhou as seis partidas que disputou na segunda parte do campeonato – a mais recente, os 3 a 1 sobre a Chapecoense – acumula 41 pontos e fica à espera de novas derrapadas do Grêmio (45) para ultrapassá-lo. O time alviverde, que andou aprontando bastante, perde fôlego e liga sinal amarelo.

O desempenho em Chapecó foi digno de time campeão – calma, calma, tratas-se apenas de força de expressão, ninguém está a afirmar que o Flamengo vá desbancar o Corinthians ou o Galo. É para dar dimensão da conduta como visitante. O time de Oswaldo de Oliveira jogou com autoridade, como quem sabe o que quer – e encontrou. Em pouco mais de meia hora praticamente liquidou o desafio, com os gols de Paulinho (10) e Canteros (32).

A Chapecoense forçou um pouco no segundo tempo e o Flamengo teve a reação instintiva de recuar. Não a ponto de sofrer pressão, mesmo quando viu o time catarinense diminuir com pênalti cobrado por Bruno Rangel, e a esperança de empate morreu ali. Porque, perto do apito final, Kaike fez o terceiro.

O notável no caso do Flamengo é ter crescido tanto sem a presença de dois jogadores contratados justamente para ajudar na fase ruim: Emerson Sheik e Guerrero. Isso não significa que ambos sejam dispensáveis. Ao contrário, podem agregar, aperfeiçoar o esquema, quando tiverem condições de jogar.

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