Fla precisa definir a vida no Brasileiro

Antero Greco

15 de outubro de 2015 | 02h04

O Flamengo não sabe direito o que quer no Brasileiro. Largou muito mal, trocou de comando e melhorou, muito até, para voltar a jogar mal. Como na derrota por 3 a 0 para o Figueirense, na noite desta quarta-feira, em Florianópolis. Continua com chance de vaga no G-4 porque outros concorrentes também tropeçaram, casos de São Paulo, Palmeiras e Internacional.

O jogo foi um desastre rubro-negro, do início ao fim. Nada deu certo – marcação, armação, finalização. O time parou dez dias, mas deu a impressão de que voltava de férias, tal a falta de velocidade, de atrevimento. O Fla se entregou ao entusiasmo – ou melhor, à necessidade de vencer – do Figueira.

O resultado foi o time catarinense a pressionar, pois sabia que não lhe restava alternativa, senão a vitória, para melhorar a situação e ao menos por um tempo deixar a zona de rebaixamento. E aplicou-se como deveria. Teve como prêmio os gols, de Clayton (aos 20 do primeiro tempo e aos 21 do segundo) e o de Dudu aos 42 também da etapa final.

O Fla? Um ou outro chute a gol, sem maiores sustos para Alex Muralha. Na verdade, o goleiro do Figueirense até fez duas defesas, em consequência de jogadas na base da vontade e não como consequência de bola bem trabalhada pelo Flamengo. Nem Guerrero salvaria a equipe do vexame. 

Na gíria do futebol, se costuma dizer que é jogo “para esquecer”. Pois não é, não. É jogo para lembrar a todo momento, para mostrar como não deve comportar-se time que almeja algo mais do que ser apenas participante de um campeonato. É jogo para Oswaldo de Oliveira repetir, na concentração, como forma de puxão de orelhas para o elenco todo, os que entraram em campo e os que ficaram na reserva.

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