Flu valente cai para Palmeiras eficiente

Antero Greco

29 de outubro de 2015 | 01h03

Amigo palmeirense, como está seu coração? Tudo sob controle? Tomou muita água com açúcar? Uns comprimidos de maracujá? Imagino que a adrenalina ainda esteja alta. Não é para menos: foi no sufoco, nos pênaltis, na emoção, mas sua equipe se classificou para a final da Copa do Brasil, em jogo dramático com o Fluminense, 2 a 1 no tempo normal e 4 a 1 nas cobranças de penalidades.

A festa foi verde e branca no Allianz Parque, porém poderia ter sido com menos angústia. Ao menos foi o que se desenhava, no primeiro tempo, quando o Palmeiras abriu 2 a 0 em pouco tempo – gols de Lucas Barrios –, pressionou, empurrou o Flu para o próprio campo e esteve perto do terceiro.  Ensaiou abrir vantagem maior e liquidar com o desafio antes do intervalo.

Mas… o Palmeiras voltou a repetir erros comuns que o fizeram distanciar-se da luta pelas primeiras posições no Brasileiro. Ou seja, recuou, diminuiu o ritmo, ofereceu espaço para o Flu, que soube aproveitar-se e se impôs. Conseguiu, na raça, na valentia, fazer o gol, com Fred. E só não acabou com a ilusão palestrina porque Fernando Prass fez um milagre, ao defender com o pé chute à queima-roupa de Fred poucos segundos antes do final do clássico. Mas foi um Flu que saiu bem da competição, apresenta evolução sob o comando de Eduardo Baptista.

Nos pênaltis, prevaleceram serenidade e pontaria do lado paulista – e, de novo, a presença imponente de Fernando Prass, ao defender cobrança de Scarpa. Para complicar a vida do Flu, o zagueiro Gum chutou pra cima. Os palmeirenses vibraram aliviados e têm outra oportunidade de um título em 2015,  em novos duelos com o Santos, algoz na decisão do Paulista.

O Palmeiras vai a campo embalado para os jogos com o Santos, pela maneira como obteve a classificação, e com a consciência de que, neste momento, o adversário está bem melhor. A lógica e o bom senso indicam o time de Dorival Júnior como favorito.  O Palmeiras precisa equilibrar-se, para chegar com moral suficiente para desmentir essa superioridade teórica do Santos.

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