Figueirense esfria a reação de um Santos frágil sem Neymar

Antero Greco

25 de setembro de 2011 | 00h41

Estava entusiasmado com a reação do Santos, apostei em vitória contra o Figueirense e quebrei a cara. Os 3 a 2 da noite deste sábado foram justos para o time catarinense e devem frear a escalada do campeão da América rumo ao topo. A partir de agora, é melhor que Muricy Ramalho e seus jogadores se concentrem de vez na disputa do Mundial de Clubes, no fim do ano, e usem o Brasileiro como preparação.

O Santos entrou em campo na Vila com um retrospecto recente espetacular: seis vitórias e dois empates. Era a equipe em maior ascensão na Série A – e ainda com duas partidas a menos do que a maioria dos concorrentes. Ou seja, se ganhasse de novo incomodaria o bloco principal. A euforia esfriou aos 9 minutos do primeiro tempo, com o gol de Júlio César em cobrança de falta. O Figueirense ignorou o favoritismo santista e foi pra cima.

Rafael tomou alguns sustos, mas o Santos empatou aos 24, com o artilheiro Borges. Ainda comemorava a igualdade, quando Wellington Nem aos 26 fez 2 a 1. O jogo teve ritmo bom até o final da etapa inicial e melhorou com o gol de Leo. O Santos, porém, sofreu no ataque, sem Neymar. Ficou mais do que evidente que o rapaz é o motor e cérebro da equipe.

No segundo tempo, Muriciy tentou tornar o time mais ofensivo, fez algumas mudanças – numa delas colocou Diogo no lugar de Alan Kardec para dar velocidade –, porém na prática não adiantou nada. O Figueirense se fechou e em contra-ataque conseguiu o pênalti que Júlio César transformou no gol da vitória aos 39 minutos. O Santos nem esboçou reação.

Muricy sai de campo soltando os cachorros, contra seus jogadores, por causa da desatenção (e contra repórteres, na entrevista coletiva, pelas perguntas que lhe fizeram), lamentou o desgaste do grupo e já não se mostra otimista na corrida pelo título doméstico. O Figueirense é que se deu melhor do que esperava, pois com o resultado foi a 36 pontos e passou o Santos.

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