Final infla a autoestima do Botafogo

Antero Greco

18 de abril de 2015 | 23h43

Decidir título sempre é bom, não importa a competição. No caso do Botafogo, classificar-se para final representa impulso e tanto para a autoestima. O time precisava de uma reação rápida, como esta que ocorreu no Campeonato Carioca, para compensar o péssimo 2014 e dar ânimo para a disputa da Série B nacional neste ano.

A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense no tempo normal, e por 9 a 8 nos pênaltis, não significa que o Bota esteja pronto para saltos enormes. Mas indica que seja correto o rumo tomado com a nova direção, com a chegada de Renê Simões e a com a aposta em jogadores comprometidos com o clube. Levantar a taça, agora, é questão de menor importância.

O Botafogo renasceu – e não vale aqui falar que estadual é conversa fiada, não vale nada e engana. Tudo isso pode ser verdadeiro, porém o foco não se concentra aí. Ao menos no caso alvinegro. Desde o início, Renê e direção deixaram claro que o objetivo era o acesso no Brasileiro. A competição local serviria para moldar a equipe.

E isso ao menos Renê consegue. Não conta com elenco de primeira grandeza – e, para complicar, a estrela solitária Jefferson se recupera de contusão. O goleiro talismã no fim foi o reserva Renan, que pegou pênaltis na decisão e converteu aquele da classificação.

O clássico com o Flu teve praticamente dois tempos distintos. No primeiro, o Botafogo mandou, dominou, fez dois gols, poderia ter ido para o intervalo com vantagem folgada, mas levou gol de pênalti cometido por Renan. A segunda parte teve mais equilíbrio, com a melhora do Flu. Ainda assim, o Botafogo não se abalou, segurou os 2 a 1 e fez a festa nos pênaltis.

O que vale, insisto nesse aspecto, é levantar moral – essa meta foi atingida. Levantar a taça será outra história.