Final paulista aberta

Antero Greco

26 de abril de 2015 | 20h08

Perder é chato, aborrece, desanima. Certo? Nem sempre. Quem prestou atenção na fisionomia dos jogadores do Santos, depois do 1 a 0 para o Palmeiras, notou que não estavam pra baixo. Saíram do gramado castigado do novo Palestra até com ar satisfeito. A diferença foi mínima, teoricamente nada complicada para ser anulada no jogo de volta, domingo, na Vila Belmiro.

E ficou clara a estratégia alvinegra para a primeira parte do duelo que apontará o campeão paulista de 2015. O negócio era não perder ou, no máximo, perder de pouco como visitante. Nesse aspecto, não há o que lamentar para Marcelo Fernandes e sua rapaziada. A pressão será feita em casa.

O Palmeiras desperdiçou chance de respirar muito aliviado. Era para ter colocado mão e meia na taça, por diversos motivos. O mais evidente de todos: jogou melhor do que o adversário, foi quem se propôs a ir à frente, pressionou. Enfim, buscou o jogo. Além disso, teve pênalti a favor (Dudu errou) e um jogador a mais por quase 35 minutos.

O pecado palestrino foi o de não ser eficiente. Não conseguiu transformar em gols a posse de bola, não soube encurralar o Santos, não o colocou nas cordas. E, por mais que neguem, o pênalti mandado no travessão murchou a equipe. Faltou empolgação de quem atuava diante do público entusiasmado e que lotou o estádio.

Oswaldo de Oliveira tratou de surpreender, ao colocar Rafael Marques e Leandro Pereira mais à frente, e ao deixar para Robinho a função de criar. Por vias tortas, a equipe melhorou, com a saída de Arouca (por contusão) e a entrada de Cleiton Xavier. O meia deu mais classe ao setor dele e participou do lance do gol de Leandro.

O Santos sentiu muito a ausência de Robinho – mais do que o Palmeiras acusou o desfalque de Valdivia. O meio-campo perdeu a disputa, Lucas Lima e Geuvânio apareceram pouco, assim como Ricardo Oliveira. O centroavante foi um dos mais apagados do jogo.

Mesmo com o domínio, o Palmeiras chutou pouco – tanto que Vladimir pegou na bola raras vezes. Não muito diferente do Santos, que obrigou Prass somente a uma defesa difícil.

Ok, no próximo domingo o jogo será mais quente.