Fla bombardeia, mas leva bomba na Copa do Brasil

Antero Greco

12 de maio de 2011 | 00h38

Vi diversos jogos do Flamengo neste ano. Posso afirmar, sem muita margem de erro, que a partida com o Ceará, na noite desta quarta-feira, em Fortaleza, foi uma das melhores, senão a mais intensa até agora. O time de Vanderlei Luxemburgo pressionou, chutou 26 vezes ao gol, criou inúmeras oportunidades, chegou a abrir vantagem de 2 a 0, mas foi desclassificado ao permitir o empate de 2 a 2.

Quase tudo aconteceu no primeiro tempo: gols, expulsão de Ronaldo Angelim, discussão entre jogadores, policiais e o árbitro Sandro Meira Ricci. E também a maior parte do bombardeio do Flamengo, que foi pra cima a toda velocidade, desde o primeiro minuto. Um ritmo alucinado, que chegou a flertar com a classificação com os gols de Thiago Neves, aos 19 e aos 27 minutos. Fora a ameaça de aumentar a diferença.

O Ceará, assustado com a avalanche rubro-negra, só conseguiu respirar quando perdia por 2 a 0. E Washington teve sua noite de glória, ao marcar também duas vezes, aos 35 e aos 41 minutos. Entre um gol e outro dos cearenses houve um episódio que tirou os flamenguistas do sério: aos 38, Ronaldo Angelim dividiu com Osvaldo, que caiu. Meira Ricci mostrou o segundo amarelo ao zagueiro e, claro, o vermelho. Muito rigor. Foi um Deus-nos-acuda e por pouco não sai pancadaria na saída para o intervalo.

O Flamengo foi incansável, continuou em cima no segundo tempo e encontrou um paredão em Fernando Henrique, velho conhecido dos tempos de Flu. Ronaldinho Gaúcho, criticado na partida anterior, foi bem, com passes importantes e boa movimentação. Enfim, esteve ligado, como todo o time, que fica pelo meio do caminho.

O Ceará até agora é o azarão, o que corre por fora na briga pelo título. Como franco-atirador, alcança a semifinal sem ter nada a perder. Tecnicamente é inferior ao Coritiba, mas assim era também contra o Flamengo e deu no que deu…

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