Fla, Galo e o empate ruim para ambos

Antero Greco

29 Outubro 2016 | 19h28

Não se deve tirar o mérito do Atlético-MG, jamais. Faz boa campanha, ainda com chance até de título. Ou, no mínimo, a segunda colocação. Tem time pra isso.

Mas, aqui entre nós, o Flamengo deixou escapar uma oportunidade e tanto, na tarde deste sábado, para manter-se na cola do Palmeiras. No primeiro tempo do clássico com o Galo, no Mineirão, jogou muito, criou chances, abriu vantagem de 1 a 0. Poderia liquidar a fatura antes do intervalo. Porém (sempre tem um porém), tirou o pé na segunda parte, tratou de garantir o resultado. Conclusão? Se deu mal, tomou a virada e ainda encontrou forças para o empate definitivo por 2 a 2.

Placar ruim para ambos, pois na pior das hipóteses continuam com 5 (Fla) e 6 (Atlético) pontos do líder, respectivamente. Escrevo antes do jogo entre Santos x Palmeiras, por isso no momento afirmo que a disputa se mantém aberta, apesar de mais difícil para os dois que entraram em campo antes.

A decepção, na verdade, foi o Fla, por aquilo que mostrou na etapa inicial. Zé Ricardo soube deixar a equipe redonda, bem protegida na defesa e ágil do meio para a frente. O Atlético ensaiou algumas descidas, logo de cara, mas aos poucos cedeu terreno. A turma rubro-negra aproveitou-se disso, começou a empurrar a marcação para o campo adversário e foi testando os reflexos de Victor.

A postura melhor resultou no gol de Diego, aos 32 minutos. O Galo sentiu o golpe, abriu-se e por pouco não levou o segundo, quase em seguida. Foi atordoado para os vestiários, refrescar a cabeça.

O segundo tempo mostrou o Fla menos impetuoso, mais cauteloso, preocupado muito cedo em garantir os três pontos. Além disso, Zé Ricardo tirou Gabriel aos 14 (entrou Sheik) e Fernandinho aos 26 (colocou Alan Patrick). As mexidas não surtiram efeito. Ao contrário, quebraram o ritmo do time.

O Atlético percebeu a mudança de ritmo, explorou brechas e virou, com  Robinho aos 35 (pênalti) e Pratto aos 41. Dava o salto para a segunda colocação. O Fla encontrou força para empatar, com Guerrero aos 44. E ficaram nisso.

Jogo eletrizante, sobretudo no final. Na prática, pode representar o fim das esperanças para um lado e outro.