Fla perde invencibilidade com surra pra esquecer

Antero Greco

19 de agosto de 2011 | 00h55

Que o Flamengo em algum momento iria perder a invencibilidade, todo mundo sabia. Só não se imaginava que seria da maneira como ocorreu. A surra de 4 a 1 para o Atlético-GO, na noite desta quinta-feira, no Engenhão, foi daquelas de fazer o sujeito ir para casa quietinho, se enfiar debaixo das cobertas e tentar dormir para esquecer. Ao acordar no dia seguinte, ainda  se belisca, para ver se era tudo verdade mesmo. Pior que era.

Os dois times tiveram papéis invertidos no Rio. O Atlético-GO, que luta para sair do sufoco na parte inferior da tabela, se comportou como time grande. O Flamengo, na briga ponto a ponto com o Corinthians pela liderança, agiu como a equipe sem rumo que vai a pique. Não podia dar senão em desastre para o rubro-negro carioca e noite memorável para o goiano.

O sinal de que a noite seria incomum veio logo aos 13 minutos, com o gol de Pituca, numa cobrança de escanteio. Ele contou com a valiosa colaboração de Felipe, que saiu mal, e também do estreante Alex Silva, que ameaçou subir e ficou no meio do caminho.

Aliás, goleiro e zagueiro não foram felizes – no segundo gol, aos 38, Alex ficou vendido e só viu o Julinho passar como um foguete para mandar a bola para as redes. No terceiro, logo no início do segundo tempo, Felipe bateu roupa no lance em que Anselmo desviou para o gol. Daí pra frente, foi só farra e o quarto gol aos 36 minutos veio numa troca de passes em ritmo de treino; Diogo Campos só completou. No minuto seguinte, Jael diminuiu.

Errou também Vanderlei Luxemburgo, que escalou o Fla com três zagueiros (Alex Silva, Ronaldo Angelin e Wellinton), apostou nos alas (só Leo Moura desceu um pouco), num meio-campo sem criatividade (fizeram falta demais Ronaldinho e Renato) e isolou Deivid na frente.

 Um episódio para apagar. Só não dá para esquecer que o Fla tem 34 pontos, três a menos do que o Corinthians, e no final de semana o desafio é o Inter. Derrapada feia, mas tem muito jogo pela frente.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.