Fla reforça papel de coadjuvante. Grêmio sobe

Antero Greco

24 de agosto de 2013 | 23h58

O Flamengo parece disposto a desempenhar de novo papel secundário no Campeonato Brasileiro. A oscilação continua a ser marca registrada da equipe na competição, seja sob o comando de Jorginho ou, mais recentemente, de Mano Menezes. Muda o técnico, mas não saem de cena os altos e baixos, como se viu na derrota por 1 a 0 para o Grêmio na tarde deste sábado, no estádio Mané Garrincha. O Fla tem 19 pontos e vê os líderes bem distantes.

O Grêmio foi melhor, na maior parte do clássico disputado em Brasília, e mereceu a quarta vitória consecutiva e que o deixa colado em Cruzeiro e Botafogo, os únicos que estão a sua frente. A turma de Renato Gaúcho encontrou equilíbrio, afina o entrosamento a cada rodada e entrou firme na briga pelo título. Ao contrário do rival carioca, que anda perdidinho.

Mano teve problemas para escalar o time, sobretudo pela baixa importante de Elias e, de certa forma, também a de Carlos Eduardo. Os substitutos Val e Fernandinho não deram conta do recado e no segundo tempo abriram espaço para Adryan e Nixon, que produziram mais. Um pelo outro, porém, pouco adiantou. O Flamengo foi sombra pálida diante de um adversário consistente e mais consciente do que deseja no campeonato.

Não foi por acaso que em raros momentos o Fla incomodou Dida. Teve o mérito, digamos assim, de não sofrer bombardeio do Grêmio, apesar de Barcos tem mandado uma bola na trave e de ter desperdiçado ao menos mais duas boas oportunidades. No entanto, não teve eficiência para sair da desvantagem, que veio em cobrança de falta de Pará, na primeira fase.

O Grêmio soube controlar esboços de reação do Flamengo e compensou a ausência de jogadores experientes como Elano, Zé Roberto e Vargas, contundidos. Renato vê ascensão do time, enquanto Mano admite falhas na criação. E, de passagem, detecta erros de arbitragens.

Elas existem, mas são menos prejudiciais do que o futebol instável do Fla. O que pode explicar (além do preço dos ingressos) a cada de público a cada nova apresentação na Capital Federal. Na estreia, contra o Santos, foram quase 64 mil pagantes. Agora, caiu para 20.500.

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