Fla x Vasco: pancadaria e árbitro fraco

Antero Greco

12 de abril de 2015 | 20h59

Flamengo e Vasco decepcionaram no primeiro duelo por vaga para a final do Campeonato Carioca. O empate por 0 a 0, na tarde deste domingo, no Maracanã, mostrou duas equipes pouco ousadas, sem criatividade, com falhas de marcação e nervosas. Sobretudo com nervos à flor da pele. E contaram, para coroar, com arbitragem medrosa de João Batista Arruda.

O clássico foi pobre, no aspecto técnico. Tanto Luxemburgo quanto Doriva armaram equipes para amarrar o jogo, com preocupação em não tomar gol em vez de prioridade para o ataque. O resultado disso foi um bolo no meio-campo, sem espaço para jogadas mais bem elaboradas.

O excesso de zelo, a obsessão por não permitir que o rival encontrasse espaço, levou a divididas duras, desleais, que deveriam ser contempladas com cartão vermelho e não com os amarelos distribuídos por João Batista. Deu a impressão de que não quis “estragar” o jogo decisivo.

Os casos mais graves e acintosos foram entradas de Jonas e Marcelo Cirino. Jonas deu uma voadora em Gilberto que não merecia sequer discussão: era rua direto. (E eu normalmente sou contra cartões de graça…). Depois, foi Cirino com pisão na canela de Guiñazu claramente com intenção de atingi-lo. É agressão, muito diferente de dividida forte. Sem contar pernada de Wallace…

O Vasco teve um lance grotesco, com agarrão de Luan em Marcelo Cirino que arrancava para a área. Fora esses, teve tranco de Dagoberto em Bressan, que o juiz não viu, mas foi na cara do bandeirinha. Dagoberto se jogou no corpo do zagueiro, com intenção de atingi-lo.

Uma pena que o jogo tivesse sido marcado por lances desleais. A torcida merecia espetáculo melhor, mais limpo, de nível equivalente à história de Flamengo e Vasco.

 

Tudo o que sabemos sobre:

Campeonato CariocaFlamengoVasco