Flamengo e mais um show de horrores

Antero Greco

22 de setembro de 2013 | 20h07

Pessoal, o Flamengo está um horror. Não é por causa do empate por 0 a 0 com o Náutico, na tarde deste domingo. Mas é também por isso. Time que pretende recuperar-se e ter trajetória mais decente no Brasileiro não pode ceder dois pontos para o lanterna da competição. Pior do que isso: foram quatro, no total, se a gente lembrar a derrota no primeiro turno (1 a 0).

O jogo em Pernambuco foi um festival de bobagens, de ambas as partes. Uma delas (o Náutico) já jogou a toalha, pois sabe que não se salva com os 10 pontos que acumulou. Outra (o Fla) tem 27 e ainda vê o rebaixamento com ameaça nada longo da realidade. Deveria, então, mostrar futebol mais condizente com a rica história que tem.

E fez isso? Nem por sonho. O Flamengo, dirigido por interino após Mano Menezes abandonar o barco, teve lampejos de bons momentos. Sob a orientação de Jaime de Almeida não foi muito diferente do que mostrava com o treinador anterior ou mesmo com Jorginho. Um ou outro lance bom e a pasmaceira geral como tônica.

No primeiro tempo, até que o Fla tentou algo, com chute de Samir, bola que Gabriel mandou na trave e outras ocasiões. Mas, já antes do intervalo, baixou o ritmo e prevaleceu o desânimo. O Náutico incomodou um pouco, longe porém de ser adversário que botasse medo.

O que dá medo é a inconstância do Flamengo. Anda tão descalibrado que Elias conseguiu desperdiçar uma das oportunidades de gol mais absurdas desde os tempos de Pedro Álvares Cabral. Algo fora de propósito, sinal de como o abalo psicológico afeta o elenco.

Sei lá quem virá para segurar o rojão ou evitar incêndio antes do fim do ano. A verdade é que tem muita gente que muito provavelmente não vestirá a camisa rubro-negra em 2014. Na Série A ou… na B.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: