Flamengo e os sintomas de um time em queda

Antero Greco

13 de setembro de 2012 | 01h38

O Flamengo vive um ano repleto de equívocos – que teve alguns pontos de pico com a demissão dos técnicos Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana, além do rompimento com Ronaldinho Gaúcho. Divergências políticas enfraquecem a diretoria e os reflexos aparecem dentro de campo. Como? Com o time a lidar com o fantasma do rebaixamento. Uma possibilidade não tão remota quanto se imaginava até rodadas atrás.

O Fla tem 27 pontos e, nas últimas seis apresentações, conquistou dois, com empates diante de Botafogo e Sport. Na sequência, só apanhou: para o Inter (4 a 1), para a Ponte (1 a 0), para o Coritiba (3 a 0) e agora para o Santos (2 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro). No momento, ocupa a constrangedora 16.ª colocação, quatro a mais do que o Sport. Péssimo.

O time nem é tão ruim como os resultados levam a parecer. Ou pelo menos não é pior do que alguns concorrentes que estão à frente dele. Mas começam a aparecer sintomas de desespero – alguns semelhantes aos do Palmeiras, o penúltimo colocado. As jogadas de gol surgem, mas morrem em finalizações erradas, em bolas na trave, em defesas dos goleiros adversários. Daí, num momento ou dois de vacilos, vêm os gols que consolidam derrotas e a fase ruim.

Todos esses males estiveram presentes no clássico com o Santos. No primeiro tempo, o Flamengo teve oportunidades, com Vagner Love e Ibson, principalmente, e não as aproveitou. O mesmo ocorreu no segundo, com direito a bola na trave em chute de Love. O técnico Dorival Júnior mexeu, tratou de reforçar o meio-campo, e só viu a desorganização aumentar.

O auge veio poucos minutos antes do apito final. Victor Andrade, que entrara na etapa final, aos 40 minutos abriu o placar, numa bela conclusão. O lance desmontou o frágil estado de espírito rubro-negro. Victor ficou tão feliz que festejou tirando a camisa e levou amarelo. Sei, algo que está na regra, mas que é revoltante e uma punição com a qual jamais concordarei.

Na sequência, Neymar decretou o nocaute. Em dois minutos, ruiu mais uma vez uma equipe que tem mostrado futebol de segunda classe, de Segunda Divisão.

Fica à espera do messias conhecido como Adriano. O que mostra o tanto que está sem rumo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: